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18 de Dezembro de 2013 - 07:00

Um enigma chamado Praga

Por JULIANA RODRIGUES, JORNALISTA

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Juliana Rodrigues na praça da Cidade Velha
Juliana Rodrigues na praça da Cidade Velha

Capital e maior cidade da República Tcheca, Praga é uma surpresa aos olhos de qualquer visitante. A cidade de aspectos medievais promove uma verdadeira e fascinante viagem no tempo. É dividida em três áreas: a Cidade Velha, a Baixa, também conhecida como Distrito dos Castelos(Hradcany), e a Nova. Embora a cidade seja consideravelmente grande, com mais de 1,2 milhão de habitantes, a área turística é relativamente pequena. Por isso, a melhor forma de desfrutar dos encantos de Praga é a pé.

A cada esquina, a arquitetura colorida de seus prédios seculares, que foram totalmente restaurados após o fim da Guerra Fria em meados dos anos 1990, impressiona. Um museu a céu aberto cravado no coração da região da Boêmia, às margens do Rio Vltava.

Apesar de tantos encantos, como qualquer cidade turística, é preciso alguns cuidados. Um deles é a troca da moeda de euro para a coroa tcheca (CZK). Um euro equivale, em média, a 25 coroas. Mas cada casa de câmbio pratica as tarifas e taxas que desejar. A dica é buscar estabelecimentos que não cobrem taxa de juros. Com isso, é possível economizar um bom dinheiro. Com as coroas trocadas, é hora de conhecer mais sobre Praga.

Começando pela praça da Cidade Velha, o Relógio Astronômico (Oroloj) que fica no prédio da Prefeitura Municipal é uma parada obrigatória. Esse relógio do século XIV, um dos três existentes na Europa, marca a posição da Lua, do Sol e das constelações ou signos do Zodíaco. De hora em hora, produz um pequeno espetáculo em que bonecos de madeira saem do relógio, além do tradicional galinho, uma espécie de cuco. Outras duas atrações interessantes na praça são a Catedral Tyn e a Igreja de São Nicolau.

Mais à frente, fica o bairro judeu (Josefov), que tem um incrível complexo de cinco sinagogas e um velho cemitério. O que mais impressiona é a primeira sinagoga do circuito de visitação. Nela, estão registrados na parede os nomes dos 78 mil judeus que morreram no campo de concentração depois da ocupação de Praga pelos nazistas. Ao lado do nome, a data de nascimento e de morte de cada um revela parte dos horrores da Segunda Guerra naquela cidade e quantas vítimas, de idosos a crianças, ela deixou para trás. Muitas delas foram sepultadas no antigo cemitério judeu, um amontoado de lápides, muitas remontando ao século XV, início da colonização judia na capital.

A comunidade italiana e indiana também deixaram fortes raízes na cidade, em especial no comércio e na culinária. Praga é repleta de cafés e sorveterias italianas. Em muitos restaurantes, o tempero oriental marca os pratos. Diferentemente de outras cidades turísticas europeias, como Paris e Amsterdã, os preços são mais em conta.

Saindo do bairro judeu, seguindo pela margem do rio, é possível avistar a Ponte Carlos (Charles's Bridge), com suas mais de 30 esculturas barrocas e a mais antiga, que liga a Cidade Velha à Cidade Baixa. Chegando à Cidade Baixa, há duas opções para se chegar ao castelo: subir a pé ou pegar o bonde 22. Há um ponto dele logo acima da estação de metrô Malostranská, linha verde. O bonde nos deixa em frente ao Palácio Real de Verão, um dos vários prédios do complexo do Castelo de Praga. No complexo, a visita a Catedral de São Vito é o ponto mais interessante do passeio, com seus objetos preciosos, pinturas medievais, vitrais e mosaicos do século XIV, além dos túmulos de santos como São Vito, São Nicolau e São João Nepomuceno.

Outras curiosidades do complexo são a cidadela medieval, onde é possível ver nas casas parte do modo de vida dos antigos trabalhadores do castelo e a Sala das Armas, em que ficam expostas uma enorme quantidade de armaduras, escudos e espadas. É como se estivéssemos dentro de um cenário de filme de cavalaria ou conto de fadas.

Praga ainda oferece aos visitantes passeios de barco ao longo do Rio Vltava e nada nos cobra pelas pequenas praias de rio, em que é possível refrescar os pés e ver de perto diversos cisnes. E ainda jardins medievais, escondidos em meio aos prédios antigos. Belezas que não fazem parte do roteiro oficial, mas que tornam a viagem à capital da República Tcheca inesquecível.

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