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19 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Explosão de vida e cores em Rondônia

Por JÚLIA CARLA D. MELO, ADVOGADA

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Júlia em um dos pontos de Guajará-Mirim
Júlia em um dos pontos de Guajará-Mirim

Férias, momento em que todos buscam os destinos habituais para aproveitar o sol, o verão, as praias e, claro, curtir o sossego e a família. Comigo, não foi diferente. Mas fugindo à regra, optamos por um destino, no mínimo, inusitado: Guajará-Mirim, Rondônia. Sim, a Pérola do Mamoré por onde passava o ciclo da borracha. Começamos o passeio conhecendo as estranhas e desconhecidas diversidades desse mundão chamado Brasil. Já na cidade de Porto Velho ouvimos o som da mata amazônica e imaginamos tudo que se passa naquela região.

Com uma infraestrutura urbana completamente diferente da que encontramos no Sudeste em razão da dificuldade de recebimento de produtos, Guajará tem casas que recebem visitas de jacarés, baratas de 30cm e borboletas gigantes.

Visitando alguns resorts na região, bonito é ver, de perto, essa imensidão equatorial, onde tudo é grandioso e apaixonante. Jamais imaginaria ver macacos grandes, samambaias gigantes, embaúbas ao toque das mãos e até o lendário boto-cor-de-rosa.

A diversão não parou por aí. As voadeiras (embarcações), lotadas, nos levam ao outro lado do rio, na cidade de Guayará-Merin, na Bolívia, o "Paraguai boliviano", onde produtos baratos fazem a festa dos visitantes.

No retorno ao lar (porque é bom viajar, mas melhor ainda é voltar para casa), a conexão em Brasília me deu o último grande presente da viagem. Quando menos esperava, um raio de luz despontou no infinito da plana Capital Federal: era o sol mostrando as primeiras cores do dia. Me hipnotizou!

Qual não foi a minha surpresa, ao voltar do êxtase para a realidade, quando me deparei com várias pessoas fixadas em seus smartphones, sem perceber que perdiam o maior espetáculo da natureza. Imediatamente lembrei-me do incomparável Chico Buarque quando cantou, no disco "As cidades", que o sol "quase arromba as retinas de quem vê". Azar dos modernos e sorte a minha. Nessa, ganhei "sozinha" uma nova retina para o presente dos deuses.

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