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16 de Julho de 2014 - 07:00

Por RENATA DELAGE, funcionária pública

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Sérgio e Renata nas águas cristalinas do Rio Salobra
Sérgio e Renata nas águas cristalinas do Rio Salobra

 Natureza intocada e hospitalidade. Visitar a pequena vila de Bom Jardim, distrito de Nobres, no Mato Grosso, é como chegar a um pedacinho do cerrado que só você descobriu. Faz pouco tempo que o lugar vem sendo apontado como roteiro turístico dos mais bonitos do país, algo comprovado pelo ainda tímido crescimento da infraestrutura local. As pousadas são modestas, e a gastronomia se resume à oferecida por elas e outros poucos locais. Ventrecha de pacu, farofa de banana e banana verde frita são os pratos mais populares. A simplicidade é fartamente compensada pela preservação ambiental e pelo caloroso acolhimento dos moradores e profissionais da região.

O lugarejo fica a cerca de 130km da quente capital Cuiabá. É indispensável alugar um carro não apenas para chegar até lá, mas para conseguir realizar os passeios espalhados pelas fazendas locais, cortadas por muitas estradas de terra. As atrações giram em torno dos rios de águas cristalinas e frescas, que ganham um tom azul turquesa em função dos minerais que tornam a água bastante salobra.

Durante as flutuações, que são guiadas pelos rios Triste e Salobra, percorremos, em cada passeio, um trecho de cerca de 1km a nado. Equipados com coletes salva-vidas, máscaras e sandálias que ajudam na flutuação, podemos observar cardumes de diversos peixes, que se misturam aos turistas sem qualquer receio. A única precaução é nunca pisar no chão, pois arraias podem estar escondidas na areia do fundo. Em apenas uma descida, vimos cinco delas, de diferentes tamanhos e cores. O local também é habitado pela famosa "anaconda", a sucuri, mas - felizmente - não é comum encontrá-las durante os percursos, nos quais vimos apenas duas cobras corais. A Cachoeira Serra Azul é outra atração das mais deslumbrantes, mas para chegar até ela é preciso fôlego para subir mais de 200 degraus.

Para quem gosta de aventura, a dica é o Boia Cross do Duto do Quebó. Nesse passeio, descemos a correnteza em uma boia e atravessamos um túnel de formações calcárias de 280 metros, escuro e repleto de morcegos. Animais silvestres, como emas e tatus, cruzam as estradas a todo tempo, além de nos fazerem companhia em muitos passeios, como é o caso da populosa família de macacos-pregos da região. Vale a pena ainda reservar um tempo para observar as muitas araras da região - com sorte, é possível ver até mesmo alguma vermelha.

 

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