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17 de Julho de 2014 - 06:00

Com trilha sonora inspirada na década de 1960, 'Pluft! O fantasminha', de Belo Horizonte, abre a 3ª Mostra de Teatro Infantil de Juiz de Fora hoje no Central

Por MARISA LOURES

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A aventura é velha conhecida, foi criada por Maria Clara Machado em 1955, virou filme, minissérie de TV e ganhou tradução em diferentes línguas. O protagonista é Pluft, um fantasminha que tem muito medo de gente. Ele e sua divertida família vivem em um sótão de uma casa. Lá tem a mãe, que faz deliciosos pasteis de vento, o Tio Gerúndio, que passa o tempo todo dormindo, e a pequena Maribel. Mas, como toda boa história, também não podia faltar o vilão. Atrás do tesouro do avô da garotinha - o capitão Bonança que morreu no mar e, ao que tudo indica, deixou a herança escondida naquele sótão -, o pirata Perna-de-Pau rapta a menina. O que ele não esperava é que o curso dos acontecimentos mudaria com o nascimento de uma bela amizade entre Pluft e Maribel.

Já conhecido da plateia local, "Pluf! O fantasminha", da Copas Produções Artísticas, de Belo Horizonte, volta à cidade nesta quinta, às 19h, no Cine-Theatro Central, para a abertura da 3ª Mostra de Teatro Infantil de Juiz de Fora, promovida até 25 de julho. Em 2013, a peça foi apresentada no Teatro Solar com sucesso de público. Os ingressos estão sendo vendidos a preços populares no trailer da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac), montado no Parque Halfeld.

O ator Pedro Wailler conta que o diferencial da montagem está na trilha sonora, dirigida por Leo Mendonza. As músicas são inéditas, mas sua estrutura tem inspiração no que era produzido durante os anos 1960. Para encanto do espectador mirim, o cenário abusa das cores. "É um espetáculo que tem uma proposta bem infantil. Pegamos uma parte que não precisava ser falada e a transformamos em música. Com isso, conquistamos a criança de uma forma mais interativa", diz o ator, destacando o desafio de incorporar, há quatro anos, um personagem tão presente no imaginário dos pequenos. "No início, foi muito difícil, porque o público já sabe como é o Pluft. Tive que criar uma coisa nova a partir do que já tinha pronto, mas, ao mesmo tempo, não podia fugir muito para não decepcionar a meninada." Encenada desde 2010, "Pluft! O fantasminha" ganhou o prêmio Usiminas/Sinparc de melhor peça infantil de 2013. A direção é de Diego Benicá.

 

Rumos do teatro contemporâneo

Também dentro da programação, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas abriga, neste sábado, às 15h, com entrada gratuita, o seminário "Os caminhos do teatro infantil e juvenil na contemporaneidade", com Maria Helena Kühner. Juiz-forana radicada no Rio, onde, ao lado de Carlos Augusto Nazareth e Rômulo Rodrigues, criou o Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil, a escritora, dramaturga, contista e pesquisadora já publicou mais de 30 livros e foi agraciada com 26 honrarias em literatura e teatro.

"Queremos trabalhar na formação do público infantil e juvenil, que vem diminuindo ao longo dos anos, oferecendo boas opções culturais para a garotada", diz Cristiano Fernandes, presidente da Apac. "Selecionamos montagens com linguagem bem diversificada. Trouxemos palhaçaria, contação de história e música, além de uma experiência interativa com o espetáculo de dança circular, que vai atrair até mesmo os adultos", completa.

As atrações continuam no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. O primeiro a subir ao palco do espaço, nesta sexta, às 17h, é a jovem Torresminho e Cia. Na estreia da trupe, os diretores Anna Paula Gomes da Silva e Daniel Ferraz dirigem a peça "#Brincadeiras". Palhaços invadem o mundo de uma menina que vive "plugada" e tentam, com brincadeiras infantis, trazê-la para a vida real. No dia 20, às 11h, o grupo Pédepalhaço, de Valdir Alves, reapresenta "Palhaço Rosquinha em: Hoje tem alegria". Valdir retorna ao local, às 17h do mesmo dia, com o espetáculo "Palhaço Rosquinha em: O sonho do palhaço."

No dia 23 de julho, a festa começa com "Vivência com dança e brincadeiras de roda", às 15h. Quem convida a entrar na festa é o grupo Roda Dança. Sob o comando de Suzana Maria de Carvalho Assis, a produção tem como proposta resgatar antigas formas de expressão de diferentes povos e culturas. Em seguida, às 19h, a comédia "O pescador, o anel e o rei", de Kleyton Machado, deixa os limites da Zona Norte, de Juiz de Fora, e chega ao centro da cidade. Baseada em um conto popular, a peça conta a história de um pescador que vivia cantando uma canção, até que um rei tirano se incomoda com a música e manda cortar a cabeça do pobre homem. Para o dia 24 de julho, às 17h, o Contaê Histórias prepara o "O flautista misterioso e os ratos de Hamelin." O conto folclórico recolhido pelos irmãos Grimm será apresentado aos pequenos à maneira de cordel. As cortinas dessa maratona serão cerradas, no dia 25, às 18h, com o show da Banda Trupicada. A mistura será de música, teatro, brincadeiras e contação de histórias.

 

 

 

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