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27 de Março de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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Contratado pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1964, o naturalista padre Leopoldo Krieger tornou as idas à Serra de Ibitipoca uma constante. Periodicamente, visitava o lugar para coletar espécimes de plantas que formariam seu herbário particular, localizado, na época, no Colégio Academia, e pertencente, hoje, à UFJF. O acervo foi doado em 1985. Já na década de 1980, uma professora recém-contradada pela universidade passou a acompanhá-lo em sua rotina. O contato diário com o pároco foi suficiente para que Fátima Salimena desse continuidade ao trabalho, passando a orientar projetos de iniciação científica sobre o assunto. Ao lado dos ex-alunos Rafaela Campostrini Forzza, pesquisadora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Luiz Menini Neto, professor do Centro de Ensino superior de Juiz de Fora; e da pesquisadora do Kew Gardens, com atuação em Singapura, Daniela Zappi, Fátima organiza o livro "Flora do Parque Estadual do Ibitipoca e seu entorno".

A obra será lançada este ano com selo da Editora UFJF. Nas páginas com fotos coloridas, o leitor encontrará histórico da região estudada, contexto do entorno, evolução da área para a transformação de um parque estadual, caracterização do meio físico e mapeamento do solo e vegetação. Segundo Fátima, o projeto é resultado de trabalhos científicos desenvolvidos ao longo de vários anos, inclusive, o da Rafaela, quando ela ainda estava na graduação. "Chegou um momento em que percebemos não ser possível ficar publicando os artigos isoladamente. Juntamos tudo para dar oportunidade de consulta de toda a flora, incluindo musgos, samambaias e plantas com flores", diz a professora e atual curadora do herbário. "O herbário formado é hoje referência mundial para consultas da flora da região. Queremos fazer um lançamento que marque essa conquista registrada no livro, a formação do herbário da UFJF, a formação de docentes e de alunos (graduando e pós-graduando) que essas pesquisas possibilitaram", endossa Marta D'Agosto, pró-reitora de Pesquisa da UFJF.

Fátima ressalta que a publicação apresenta mais de 1.400 registros de plantas, mas o trabalho não terminou, pois a cada expedição a campo são encontrados novos registros. "O principal era fazer uma análise da riqueza florística que se encontrava depositada em nossas coleções." Com base no livro, o IEF (Instituto Estadual de Florestas, entidade responsável pela gestão do Parque Estadual do Ibitipoca) vai ter um dado valioso para cuidar do manejo do parque", acredita a professora, destacando o direcionamento da publicação. "É útil para botânicos, biólogos, pessoas que tenham interesse de conhecer a flora da região e órgãos ambientais."

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