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01 de Abril de 2014 - 19:00

Por Tribuna

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Queda do galho danificou muro no jardim, que, assim como o casarão, é tombado
Queda do galho danificou muro no jardim, que, assim como o casarão, é tombado

Após as chuvas ocorridas na madrugada desta terça-feira, um frondoso galho da árvore à direita no jardim frontal do Forum da Cultura da UFJF ruiu. Ainda pela manhã a Empav cerrou e recolheu o ramo, que ocupou toda a caçamba do caminhão do órgão. Assim como o casarão, situado na Rua Santo Antônio 1.112, sua volumetria construtiva, seus ambientes internos e fachadas, o entorno - considerando os acessos externos, os muros de fecho e os jardins - são tombados pelo município desde 1995. Segundo o curador do Forum da Cultura e diretor do Grupo Divulgação, com sede no local, José Luiz Ribeiro, a árvore é da espécie Flamboyant e já tem aproximadamente 80 anos. Na década de 1980, ela foi atingida por um raio e, à época, o professor Benjamin Colucci, diretor da Faculdade de Direito, providenciou uma escora para não deixar que os galhos se rompessem.

"Nossa preocupação, agora, é que o outro galho está muito próximo da rede elétrica", comenta Ribeiro, que ainda durante a manhã recebeu a visita do Corpo de Bombeiros, da Secretaria do Meio Ambiente, da Cemig e da Empav, que realizou a retirada da parte derrubada. Com cerca de 3,5 metros de circunferência, a árvore, chamada por Ribeiro de guardiã do centro cultural, tem recebido manutenção mensal e aguarda a reforma no espaço que deverá abranger, também, os jardins. De acordo com o arquiteto da Divisão de Patrimônio Cultural da Funalfa e vice-presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), Paulo Gawryszewski, o órgão da Prefeitura é o responsável por fiscalizar os bens tombados de Juiz de Fora, incluindo, assim, os jardins protegidos por lei. "Observamos o estado de vida das espécies e, quando há necessidade, recorremos a um especialista. É importante conservar as características do jardim", pontua, destacando a flexibilidade da legislação diante dos seres vivos passíveis à morte. "As espécies não são tombadas, mas a conformação e a essência dos jardins", completa.

Além do Forum da Cultura, a cidade tem diversos outros endereços cujos jardins são tombados, como o parque do Museu Mariano Procópio, que preserva suas características iniciais em condições ideais, e o Solar dos Colucci, situado no número 3.263 da Avenida Barão do Rio Branco, este com o casarão e todo o entorno bastante descaracterizado.

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