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12 de Abril de 2014 - 18:00

O argentino radicado no Brasil Gutto Thomaz e a Cia. K de São Paulo se apresentam no último dia do I Festival de Circo de Juiz de Fora

Por MARISA LOURES

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Cerca de 700 pessoas acompanharam a apresentação da Cia. K neste sábado
Cerca de 700 pessoas acompanharam a apresentação da Cia. K neste sábado
Cia. K durante apresentação neste sábado
Cia. K durante apresentação neste sábado
A Cia.K faz homenagem ao circo tradicional com o espetáculo "Le petit aéreos"
A Cia.K faz homenagem ao circo tradicional com o espetáculo "Le petit aéreos"
Considerado um dos maiores ilusionistas do Brasil, Gutto Thomaz apresenta "El grand Gustavo Augusto"
Considerado um dos maiores ilusionistas do Brasil, Gutto Thomaz apresenta "El grand Gustavo Augusto"

Picadeiro já tem gosto de infância. No espetáculo que a Cia. K, de São Paulo, traz para Juiz de Fora neste domingo (13), às 19h30, encerrando a programação do I Festival de Circo de Juiz de Fora, realizado no campus da UFJF, essa sensação promete se multiplicar. Comandado por Kiko Caldas, artista que, por longos anos, esteve à frente da Acrobático Fratelli, trupe paulista conhecida por montagens contemporâneas, "Le petit aéreos" apresenta uma homenagem ao circo tradicional. Na performance estará o renomado malabarista Caio Stevanovich. O dia também terá o "El gran Gustavo Augusto", de Gutto Thomaz, em show marcado para as 15h. Argentino radicado em São Paulo, Thomaz é apontado como um dos mais destacados ilusionistas do Brasil. A programação começa às 11h, com a Caravana Mezcla de Palhaços e o Lúdica Música!, em uma apresentação conjunta da "Caravana lúdica de palhaços".

Neste sábado, a Cia. K já havia se apresentado com os espetáculos "Circo de pulgas" e "Le petit", que lotaram a estrutura montada na Praça Cívica da UFJF. O dia também teve apresentação do grupo juiz-forano Trupe São do Mato.

Respeitável público, a alegria está chegando! Em "Le petit", dois ambulantes aportam em uma praça para negociar suas bugigangas, quando são recebidos pela notícia de que receberão uma herança: um circo. Um presente que tem tudo para ser um verdadeiro tesouro, não fosse um pequeno problema: ele ameaça explodir. De acordo com Kiko, no trabalho que o grupo traz para Juiz de Fora nesta primeira passagem pela cidade, aos clássicos números de palhaço, malabarismo e acrobacias, serão adicionados números aéreos, como trapézio, tecido e outras surpresas. "O espetáculo vai ser conduzido pela linguagem do palhaço. A partir do recebimento da notícia, fatos inusitados vão acontecendo como se fossem lembranças que trazem o código genético dos personagens", adianta Kiko.

A jovem Cia. K, fundada em 2013, carrega a marca de seu diretor. "Estou há muitos anos neste mercado. Tenho a característica de explorar muitas linguagens para chegar ao resultado final. Fazemos teatro e espetáculos urbanos. Meu carro-chefe é o circo", diz Kiko Caldas. O diretor observa que o cenário há muito já não é mais o mesmo quando o assunto é a arte circense. "O mundo se globalizou. Estamos vivendo um momento diferente dos anos 1970, quando ainda havia muitas trupes. Existiam famílias supertradicionais, com dez ou 12 integrantes cada uma. Os grupos hoje são menores", ressalta.

 

Picaretagem

Utilizando a milenar técnica da "picaretagem" aprendida em seu país de origem, o argentino Gutto Thomaz trará um outro olhar para o cotidiano com truques de mágica, prestidigitação e mímica. Nascido nas ruas da Bahia, "El grand Gustavo Augusto" já passou por Inglaterra, Argentina, Chile e México. Para o ilusionista, seu trabalho é "uma mistura de mágica, clown, teatro e outras artes".

Líder da Caravana Mezcla de Palhaços, grupo com o qual arranca gargalhadas do público de Juiz de Fora há vários anos, tendo passado por vários festivais, inclusive pelas ruas do Chile, Marcos Marinho levará para a cena uma trupe de clowns. Os palhaços se encantam com o lugar, os objetos, as paredes e as luzes. Ao "descobrirem" as pessoas, cantam e apresentam seus objetos valiosos. É uma verdadeira declaração de amor a tudo e a todos os presentes. O repertório que vai embalar o espetáculo de palhaçaria vai de MPB a baião, samba, jazz, reggae e rock. "Quando o projeto tem grande valor artístico, reconhecimento de patrocinadores e é realizado em espaço de fácil acesso, atrai pessoas de qualquer classe social e idade", afirma Marinho.

Além das apresentações, o festival levou para o campus da UFJF oficinas voltadas para qualquer pessoa interessada em conhecer um pouco mais sobre as técnicas circenses. No início da semana, as inscrições já tinham se esgotado. Os últimos encontros acontecem neste domingo, às 14h, com Marcos Marinho e a Caravana Mezcla de Palhaços (clown), e às 17h, com Gutto Thomaz (mágica). Segundo Debora Coghi, diretora artística e curadora do evento, a ideia de trazer o projeto para Juiz de Fora partiu do envolvimento dela na produção do Festival Paulista de Circo, na época em que ela morava em São Paulo. A iniciativa foi aprovada várias vezes na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, mas só conseguiu apoio este ano. "Vi muita coisa, conheci muita gente. Desde que vim para Minas, tenho vontade de fazer algo parecido. Comecei a crescer na profissão e a aprender cada vez mais", comenta a curadora. O I Festival de Circo de Juiz de Fora foi realizado em parceria com a Pró-Reitoria da UFJF e tem o apoio da Petrobras.

 

Domingo, dia 13

11h - Lúdica Música e Caravana Mezcla de Palhaços (JF) - "Caravana lúdica de palhaços"

15h - Gutto Thomaz (SP) - "El gran Gustavo Augusto"

19h30 - Cia. K (SP) - "Le petit aéreos"

 

Oficinas

14h - Clown, com Marcos Marinho e a Caravana Mezcla de Palhaços

17h - Mágica, com Gutto Thomaz

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