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15 de Março de 2014 - 06:00

Banda juiz-forana Hagbard lança 'Rise of the sea king', CD de folkmetal gravado na cidade e distribuído mundialmente por gravadora russa

Por JÚLIA PESSÔA

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Banda mistura elementos do metal com referências à música folclórica do Norte europeu
Banda mistura elementos do metal com referências à música folclórica do Norte europeu

Pela mitologia nórdica, "Hagbard" significa "herói dos mares" e representa uma divindade que aparece em diversas lendas escandinavas, cujo amor pela princesa Signy resultou em sua execução. Em Juiz de Fora e boa parte do mundo, o termo significa folk metal, uma mistura de uma das mais pesadas vertentes do rock com sonoridades que remetem a tradições locais. "Neste caso, são as tradições do Norte da Europa, representadas no nosso som pelo uso da flauta, do violino e de diversos efeitos de teclado, que aparecem misturados a elementos clássicos do metal, como o baixo e a guitarra pesados, marcados pela bateria e pelo vocal rasgado", explica Danilo Marreta, guitarrista da Hagbard, que lança seu primeiro disco, "Rise of the sea king", hoje, no Bar da Fábrica, como uma das atrações do festival Rock Factory, que também terá apresentação das bandas Glitter Magic, Amaranto e Insannica.

Apesar de ser inédito no Brasil, o álbum já está à venda justamente no continente onde foram fundadas muitas das bandas mais importantes de metal, a Europa. A gravadora russa SoundAge Productions assumiu a distribuição mundial do disco por apostar na banda juiz-forana como uma das novas promessas do gênero. "Quando estávamos finalizando o disco, começamos a procurar gravadoras e, no exterior, muitas se interessaram rapidamente.

Optamos pela SoundAge, que ouviu nosso som, colaborou com a finalização e iniciou as vendas. Estamos recebendo feedback nas redes sociais não apenas de russos, mas de gente de diversas partes da Europa. Está uma recepção bacana", avalia Danilo, comemorando a chegada de um lote de CDs para a venda neste sábado, no show de lançamento. "A princípio, as gravadoras brasileiras não se manifestaram, mas agora estamos negociando com uma de São Paulo para distribuir aqui no Brasil."

"Rise of the sea king" é inteiramente autoral, e as letras remetem a lendas contadas de pai para filho em uma terra fictícia repleta de campos de batalhas, bebedeiras e um objetivo em comum: a glória nos combates. Para Danilo, a relação entre o metal e a mitologia é algo recorrente, que se explica por diversos fatores. "A maioria das bandas influentes do gênero vem do Norte da Europa e carrega muito da mitologia de seus antepassados: vikings, celtas e germânicos. Além disso, muitos grupos também são influenciadas por jogos, livros e filmes deste universo da fantasia", observa o músico, que integra a banda junto a Igor Rhein (vocal), Gabriel Soares (teclado e flauta), Rômulo "Sancho" Piovezana (baixo) e Everton Moreira (bateria).

Na visão de Danilo Marreta, o fato de as músicas serem cantadas em inglês não influencia na receptividade do disco no Brasil. "Isso é uma barreira que não existe no metal, já que a maioria esmagadora do gênero faz músicas em inglês." O guitarrista acredita também que Juiz de Fora vive um momento favorável, de forma geral, para o rock autoral - independentemente da vertente. "A cena cresceu bastante desde que os próprios músicos assumiram festivais como o Rock Factory e o JF Rock City, que têm uma participação massiva das bandas locais. O festival de Bandas Novas também está fortalecido e mostrando o trabalho do pessoal estreante. Acho que, depois de alguns anos de certo esvaziamento, estamos em uma época muito boa."

ROCK FACTORY

Hoje, às 22h

no Bar da Fábrica (Praça Antônio Carlos)

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