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06 de Março de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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O terceiro lugar também ficou com um juiz-forano
O terceiro lugar também ficou com um juiz-forano

O lirismo que Adriano Brandão de Oliveira e Antonio Carlos Gomes, compositores de Juiz de Fora, empregaram em "O baile" conquistou os jurados do 1º Concurso de Marchinhas de São João del Rei, realizado na última terça-feira. "Hoje você me abandona/ Me deixa aqui neste quintal/ Mas nos dias de folia/ Em minha companhia você era o tal", defendeu Dionysia na interpretação da canção. Eles voltaram para casa com o primeiro lugar, sendo contemplada com um cheque no valor de R$ 2.500. O terceiro lugar, premiado com R$ 1mil, ficou com o juiz-forano Thiago Miranda e sua divertida "Nós, os carecabeludos!". "Não é uma marchinha irreverente, segue mais a linha de 'Bandeira Branca'. Tem um andamento mais lento. Por isso, chamamos de marcha rancho. Há uma maior preocupação com a letra, diferentemente, do que acontece canções, como 'Mamãe eu quero', em que o refrão é mais importante. A marcha rancho tem que ser entendia em toda sua estrutura", comenta Oliveira.

Ter que levar sua própria banda, item constante no regulamento, poderia ter prejudicado Oliveira e Gomes. Contudo, a norma tornou-se um facilitador para a dupla. "A Dionysia cantou muito bem, queríamos uma voz feminina, e os músicos que a acompanharam fizeram um trabalho excelente", destaca Oliveira, fazendo referência a Márcio Gomes (pandeiro), Fernando César (violão de sete cordas) e Lucas Dantas (flauta). "No concurso aqui da cidade, temos a obrigação de levar só o intérprete. Lá, temos que levar os instrumentos também."

Já conhecida de quem frequenta a roda de samba de Thiago Miranda, "Nós, os carecabeludos", levada ao palco ainda por Arthur Miranda e Mariana Assis, tem a pretensão de brincar com o seu próprio autor, além de fazer referência à "Nós os carecas", de Arlindo Marques Jr. e Roberto Robert. "Há dois anos não corto o cabelo. As pessoas acham que é porque quero esconder a careca, mas não é. À medida que ele cresce, a calvície é ainda mais realçada. Meu pai é careca. Resolvi brincar com essa condição.", conta Miranda, que, há dois anos, aposta no sucesso da composição. "Ela não foi aprovada no concurso daqui, e eu não entendia o motivo. Quando toco, o pessoal se amarra. A resposta do público é muito bacana", afirma o músico, defensor da música que faz crítica social. "A gente tem que botar a boca no trombone. Posso falar dos outros, mas também falo de mim. O grande barato é colocar a opinião na roda."

O êxito na empreitada animou Miranda a planejar o lançamento de um CD com marchinhas de carnaval. Aliás, brevemente, ele vai tirar do forno o disco "Música e palavras", que ganhou apoio da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura. O segundo lugar ficou com André Pereira de Castro e Deosdete Nascimento de Souza, autores de "É o pinga, pinga."

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