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01 de Junho de 2014 - 06:00

Por JÚLIA PESSÔA

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Vinícius Cristóvão interpreta Mozart em diferentes momentos da vida
Vinícius Cristóvão interpreta Mozart em diferentes momentos da vida

"Mozart não fez concessões. Era artista e ponto final, acreditando e batalhando muito por sua arte." É com essas palavras que o também artista Vinícius Cristóvão fala sobre o aspecto que mais o encantou ao pesquisar a vida de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos mais notáveis compositores de toda a História, para o espetáculo "Mozart e seu pai", apresentado hoje, às 17h, na Igreja do Rosário.

Com quatro atores e sete músicos em cena, a montagem conduz o público por um passeio pela vida de Mozart, permeado por composições que ilustram a atmosfera da época. "A música ilustra um contexto dramático e cronológico, dialogando com o texto, e realça certas passagens da vida de Mozart", explica o maestro Modesto Flávio, arranjador do espetáculo. Entre as sete peças de Mozart contempladas, está a "Pequena serenata norturna", imortalizada no imaginário musical, e o primeiro movimento da primeira sinfonia escrita pelo compositor, quando tinha apenas 8 anos de idade.

Como o título antevê, a peça aborda a delicada e intensa relação do músico com seu pai, partindo de cartas, críticas, anotações e outros relatos bibliográficos. "Quando Leopold, pai de Mozart, descobriu o talento musical do filho, investiu tudo nisso. Foi ele que fez de Mozart o gênio que ele foi, o que acabou criando uma relação forte de codependência entre pai e filho. Mozart tinha uma necessidade grande de aprovação do pai, que nem sempre tinha", explica Vinícius Cristóvão, que interpreta o compositor e dirige o espetáculo.

Dividindo o palco com Vinícius, estão Cleiton Echeveste, Marcus Amaral, Poena Viana, que interpretam personagens marcantes da vida de Mozart. Para Vinícius, o espetáculo toca por humanizar um dos maiores gênios da humanidade, ao expor questões que atormentavam o artista em seu tempo, enfrentadas por qualquer pessoa na contemporaneidade. "Ele, como outros grandes compositores que muitas vezes conhecemos só por seu legado, enfrentaram questões mundanas como as nossas, como a crítica a seu trabalho, dificuldades financeiras, a perda de pessoas queridas... e neste espetáculo está tudo ali, escrito por ele, com suas palavras e sentimentos. Isso tem um poder muito grande de conexão com o público", opina Vinícius.

Segundo o diretor, o espetáculo faz parte de um projeto mais amplo, "Cartas musicais e notas pessoais", que começou a ser desenvolvido no Teatro do Leblon do Rio de Janeiro e aborda a história de grandes compositores em diálogo com suas criações, iniciativa que contempla, ainda, Schumann, Vivaldi e Mahler. Ainda este ano, Juiz de Fora receberá um novo desdobramento do projeto, "Bach e o Divino", sobre a vida de Johann Sebastian Bach. Já "Mozart", que terá sua primeira apresentação em uma igreja em Juiz de Fora, deverá circular pela Estrada Real com a Orquestra Sinfônica de São João Del Rey e integrantes da escola de música da UFSJ.

"MOZART E SEU PAI"

Hoje, às 17h

Igreja do Rosário

Rua Santos

Dumont 215

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