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08 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Público acompanhará restauração prevista para iniciar até março e durar 11 meses

Por RENATA DELAGE

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Onze meses é o prazo previsto para a conclusão da etapa de restauração do Museu Mariano Procópio que caberá à empresa Concrejato, vencedora da licitação municipal concluída na última quinta. A execução do serviço ficou acertada em R$ 4,7 milhões. Os recursos investidos serão retirados do repasse de R$ 5 milhões do Governo de Minas Gerais.

Segundo o diretor-superintendente do museu, Douglas Fasolato, a verba estimada para a etapa era de R$ 5, 5 milhões. "Termos conseguido um valor abaixo do esperado mostrou a importância da concorrência", avalia Fasolato. O início da obras dependerá agora da capacidade de mobilização da equipe e estrutura necessárias às intervenções, mas deve acontecer até o mês de março.

A previsão é de que, a partir dos seis meses de intervenção, segundo o diretor, seja possível abrir as portas da Villa ao "restauro visitável", permitindo ao público acompanhar o andamento do processo. "É um trabalho interessante e servirá para as pessoas compreenderem melhor as etapas da restauração. Tais visitas, que vão exigir monitores capacitados, serão agendadas, para que não haja qualquer perigo de acidentes e também não atrapalhe o andamento dos serviços", diz Fasolato, lembrando que a instituição já realiza visitas técnicas com graduandos e pesquisadores de áreas como história, arquitetura e artes.

No prédio Mariano Procópio, serão restaurados o lanternim e a claraboia, aberturas que garantem a iluminação da galeria. Já na Villa Ferreira Lage haverá a recuperação do sistema estrutural, o que envolverá drenagem e substituição de solo, para garantir a estabilidade da construção. Também fará parte dos trabalhos a restauração de fachadas, elementos artísticos e demais ornamentos da fachada, muros e escadas, na parte externa, bem como do decorativismo interno da Villa, com tratamento de paredes, teto, madeiras e ainda pintura e acabamentos. Já foram restaurados anteriormente, no prédio, o telhado, os pisos e a parte elétrica.

Após o término das obras, o próximo passo será investir em projetos luminotécnico, hidráulico e de museologia e museografia. O levantamento e a catalogação do acervo, que já acontecem no museu, servirão de base para elencar prioridades em relação às obras a serem restauradas, bem como para a escolha daquelas que serão expostas. "Outro desafio diz respeito à acessibilidade, que precisará ser repensada em projetos futuros, que buscarão apontar soluções para dar maior conforto e despertar a atenção do visitante, assim como para a melhor preservação do acervo", finaliza.

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