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25 de Maio de 2014 - 06:00

Sem forçar a barra, dupla local Bartok começa a ganhar espaço com críticas positivas na internet

Por JÚLIO BLACK

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Aline Coutinho, que canta na série "O caçador" em junho, e Eduardo Martins se preparam para entrar em estúdio
Aline Coutinho, que canta na série "O caçador" em junho, e Eduardo Martins se preparam para entrar em estúdio

Nem tudo que cai na rede da internet é peixe: há espaço também para a música da dupla juiz-forana Bartok, formada há pouco mais de dois anos por Aline Coutinho, de 22 anos, nascida em Leopoldina, e Eduardo Martins, de 24, de Conselheiro Lafaiete, que aos poucos vai caindo nas graças de quem entende de música na rede mundial de computadores. Na verdade, um pouco mais além: graças ao trabalho com Eduardo, a voz de Aline poderá ser conferida também em uma pequena participação na série "O Caçador", da Rede Globo, prevista para ser exibida no próximo mês.

Eduardo lembra que os dois tiveram o primeiro contato em 2011, e sua vontade de conhecer novos ritmos casou perfeitamente com o talento da nova amiga. "Quando ouvi Aline cantando pela primeira vez, não acreditei e logo em seguida mostrei para ela alguns ritmos no violão. Ela me estendeu a mão e perguntou: 'quer ser guitarrista da minha banda?'. Começamos a tocar e decidimos fazer um som só nosso, com melodias bem arranjadas e uma letra natural ao máximo do que nossa arte permite", conta ele, que desde os 13 anos está envolvido com música.

Com um projeto na cabeça e violões em mãos, o próximo passo foi decidir um nome: Bartok, personagem da animação "Anastácia" e que remete ao compositor húngaro Béla Bartók. "A gente queria fazer um som mais acústico, com violão e percussão", explica Aline. O resultado já pode ser conferido na página do Bartok no Soundcloud (soundcloud.com/bartokoficial), onde as gravações caseiras de "A ponte" e "Será, talvez" (esta também em estúdio) já foram, juntas, ouvidas mais de seis mil vezes. A união de melodias tranquilas com letras contemplativas rendeu ainda elogios dos sites Showlivre.com e Rockinpress, que tem na dupla uma das apostas para 2014. O Bartok está, inclusive, na coletânea de vozes femininas "Nossas", com "Será, talvez" sendo a mais reproduzida na seleção feita pelo site.

O bom nome do Bartok pode alcançar uma audiência ainda maior de uma forma que os dois não esperavam: uma amiga de Aline foi chamada para fazer uma pequena participação em episódio da série "O caçador", da Globo, e sugeriu ao diretor do programa que a cantora também participasse da ponta (um telegrama cantado). "Ela enviou nosso material para ele, que acabou aprovando a participação", diz Aline. "A gravação (no dia 10 de abril) foi rápida, cerca de uma hora, o que demorou mais foi a maquiagem. Vai ser uma exposição grande, você poder dizer que participou de um programa de TV é importante", acredita, informando que o episódio deve ser exibido no dia 20 de junho.

 

Show na cidade em junho

Enquanto o programa não vem, ela e Eduardo seguem compondo e já estão na pré-produção de novas canções, com expectativa de entrar com força total em estúdio em setembro. Não sozinhos. "Há cerca de dois meses, convidamos três amigos nossos (Hugo Schettino, Carlos Schubert e Romero Santos) para tocarem conosco ao vivo, como banda. Eles também devem entrar no estúdio com a gente, e já temos uma apresentação marcada para julho aqui em Juiz de Fora", adianta.

Eduardo aproveita a deixa para explicar como funciona o processo de criação. "Ele ocorre mesmo quando estamos longe, mas, quando estamos juntos, trabalhamos em cima daquilo que pensamos, até chegarmos a um consenso sobre o formato final da música. Normalmente estamos sentados tomando um café, eu pego o violão e começo a criar um arranjo sem nenhuma vontade de fazer música, mas Aline manda continuar com aqueles acordes, e assim começamos a escrever." Ainda sobra espaço para elogiar a companheira. "O bom de criar com Aline é a capacidade que ela tem de modelar uma música. Ela consegue pensar e executar o que pensa. Além disso, toca qualquer instrumento. Outra qualidade é a pureza das letras, sinto que temos algo em comum."

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