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11 de Maio de 2014 - 06:00

Obras da UFJF, Memorial da República Presidente Itamar Franco e Planetário devem ser entregues até agosto

Por Marisa Loures

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Centro Didático de Astronomia Planetário e Observatório Astronômico recebeu alumínio nas fachadas
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Inauguração de Memorial da República Presidente Itamar Franco é aguardada para próximos meses
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Obras na antiga sede do DCE devem ser concluídas em 2015
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Deteriorada, Fazenda da Tapera deve abrigar espaço multiuso
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Fórum da Cultura deve receber elevador
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A pouco mais de três meses do fim da gestão Henrique Duque, a cidade ainda segue à espera da entrega de obras em espaços culturais capitaneados pela Universidade Federal de Juiz de Fora. O Memorial da República Presidente Itamar Franco, localizado ao lado do Museu de Arte Murilo Mendes, na Rua Benjamin Constant, e o Centro Didático de Astronomia Planetário e Observatório Astronômico, erguido no campus universitário, não ficaram prontos no tempo previsto, porém não está descartada a sua conclusão nesta reta final. O cenário ainda aponta para o início das intervenções no Cine-Theatro Central e no Forum da Cultura. O edital de licitação da empresa que cuidará da reforma da casa do Grupo Divulgação deve ser publicado em 30 dias. O reitor também anuncia o fim dos problemas que assolam a Fazenda da Tapera, de propriedade da Santa Casa de Misericórdia. De acordo com Duque, recursos na ordem de R$ 3,5 milhões estão sendo viabilizados com o Ministério da Educação (MEC) para a restauração da edificação mais antiga do município.

"Tenho a expectativa de entregar o Memorial da República e o Planetário", afirma Duque, planejando a inauguração do espaço que vai abrigar o acervo de Itamar. O reitor quer que a cerimônia aconteça até 4 de julho com a presença de todos os que passaram pela chefia do executivo do Governo Federal. "Assim como vieram ao velório. Até esse dia, a presidenta Dilma pode vir. Não sei se consigo", diz Duque. Segundo o pró-reitor de Infraestrutura, Paschoal Tonelli, o "fechamento" da obra está agendado para 25 de maio. "Estamos fazendo os ajustes finais da parte elétrica", diz Tonelli. A próxima etapa é a ocupação e a disposição do material. Duque também afirma que está confirmado o nome do professor José Alberto Pinho Neves para a direção do local.

Conforme já antecipado por Pinho Neves à Tribuna, ali vai haver exposições, seminários e projetos de discussões históricas sobre o município e a economia do país. Inicialmente, o Memorial da República seria finalizado em outubro de 2012, mas uma alteração no tipo de fundação mudou o andamento dos trabalhos.

Impasse

De acordo com o pró-reitor de Infraestrutura, a entrega do Centro Didático de Astronomia depende da instalação dos equipamentos adquiridos através da empresa Omnislux. O fim do impasse depende de uma reunião prevista para os próximos dias. "Dizem que só podem montar com tudo limpo. Não podemos esperar estar todo acabado para fazer isso. É um cartão-postal que precisa ser inaugurado", observa Tonelli. Ele também afirma que um erro no cálculo do projeto do prédio foi, em parte, responsável pelo descumprimento do cronograma. "O calculista deixou vigas horizontais onde seria instalado o elevador panorâmico. Estávamos na fase de acabamento e tivemos que mexer na fundação para adequar as questões estruturais. Refizemos os cálculos aqui na UFJF, mas a Architech (empresa responsável pelo projeto) demorou mais de um mês para dar o aval. Era só autorizar. Não podemos assumir a responsabilidade técnica do projeto."

O Alucobond (revestimento em alumínio) já está sendo instalado nos blocos laterais. A fachada central será coberta por espelhos, e o conjunto será ligado por corredores. Também começou a instalação da tubulação de ar-condicionado. Prometendo abrigar o maior planetário do estado, o Centro Didático tinha sido anunciado para janeiro deste ano, sendo, posteriormente, transferido para março. O instrumento terá cúpula de 12 metros de diâmetro, visão em 360 graus, teto retrátil e 12 telescópios computadorizados. Além da produção de imagens dos astros, os equipamentos permitirão a realização de atividades relacionadas a outras ciências. Os custos que ultrapassam os R$ 10 milhões contemplam laboratórios, auditórios e áreas para experimentos de física.

 

Reforma da Fazenda da Tapera pode começar em julho

A restauração da Fazenda da Tapera tem tudo para sair do papel, de acordo com o reitor Henrique Duque. "O projeto está pronto, foi feito pela professora Mônica Olender (uma das coordenadoras do projeto de extensão Escritório Escola da UFJF), e a obra começa em julho ou agosto. Consegui levantar o dinheiro com o MEC. A reforma fica em R$ 3,5 milhões", adianta Duque. "Esta afirmação do reitor é recebida pela Santa Casa com entusiasmo. Pois é uma grande notícia, já que a verba viabiliza a concretização da parceria entre as duas instituições em prol da recuperação da Fazenda da Tapera, patrimônio de nossa cidade", afirma o hospital por meio da assessoria de comunicação. Até então, o imóvel estava aguardando captação de recursos via leis de incentivo, como já noticiado pela Tribuna.

Tombado como patrimônio público municipal em 1990, o edifício localizado ao lado do Cemitério Municipal, no Bairro Santa Terezinha, é um dos marcos do período colonial do século XVIII em Juiz de Fora. Apesar da importância histórica, ele vem, há vários anos, apresentando sinais de deterioração. Da rua, é possível ver janelas quebradas e sem vidros, pintura danificada e rachaduras. As madeiras que sustentam as paredes de barro aparentam desgaste. Em 2012, o jornal já havia publicado reportagem sobre a parceria firmada entre a universidade e a Santa Casa para as intervenções. A UFJF estaria à frente da restauração, e a instituição de saúde ficaria a cargo do projeto urbano-paisagístico. Em janeiro de 2014, a Tribuna voltou a tratar o assunto. Na época, a Santa Casa ressaltou que, nestes dois anos, o bem vem recebendo "novos e mais robustos reforços" em seu escoramento. A intenção é que o local abrigue espaço multiuso com exposições, oficinas e café.

 

Licitação para obras no Forum da Cultura sai em 30 dias

Em entrevista concedida à Tribuna em dezembro de 2012, Henrique Duque havia dito que as intervenções no Forum da Cultura começariam em abril do ano seguinte. A posição atual é que a licitação para a contratação da empresa vai ser aberta dentro de 30 dias. "O projeto fica em torno de R$ 4 milhões. Acredito que seja um trabalho para vários meses. É um prédio tombado, e tudo vai ter que ser restaurado, desde a parte elétrica. Para melhorar a acessibilidade, instalaremos um elevador", afirma o reitor, para logo dar previsões para a recuperação do antigo prédio do Diretório Central dos Estudantes, construído na esquina da Avenida Getúlio Vargas e Rua Floriano Peixoto. "A placa de identificação da reforma informa que a obra termina em dezembro, o que não acredito que aconteça. Reforma sempre sai fora do que planejamos. Sobretudo quando se trata de um imóvel antigo", diz Duque.

Nesta semana, o pró-reitor de Cultura da UFJF, Gerson Guedes, disse que o Cine-Theatro Central está prestes a ser fechado para o "restauro reparador". A empresa Espaço-Tempo, a mesma que fez a grande restauração da casa de espetáculos na década de 1990, foi novamente contratada. "Por causa da greve dos servidores, estamos buscando uma alternativa, pois é preciso ter funcionário da universidade para acompanhar a obra. Toda a parte de tecido já foi comprada. Vamos começar a troca das cortinas e do ciclorama e a fazer reparos na parte lateral do palco", comenta Gerson Guedes. O pró-reitor diz que a ideia é reinaugurar o Cine-Theatro em 21 de agosto em evento de lançamento do CD do coral da Universidade.

A Tribuna também voltou a questionar o reitor sobre a previsão de reforma do Museu da Usina de Marmelos Zero. A concessão de uso do espaço é da Cemig desde 1980. Contudo, a UFJF é responsável pela sua administração desde 2000. Em outubro de 2013, a Tribuna esteve no local e constatou a existência de fiação exposta, forro do teto desabando, pintura descascando, iluminação precária, poeira, cheiro de mofo e piso danificado. Eloi Teixeira César, diretor do Centro de Ciências da UFJF, afirma que o projeto continua à espera da autorização dos órgãos de proteção do patrimônio. Em dezembro do ano passado, a assessoria da companhia energética disse que os reparos começaram, mas foram paralisados, já que não haviam sido aprovados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) de Juiz de Fora. "A obra deve durar uns dois ou três meses. O processo já está em Belo Horizonte, mas não deram previsão. A obra que começou foi feita somente na passarela, que não é patrimônio tombado", enfatiza o professor.

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