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15 de Dezembro de 2013 - 07:00

Calendário 2014 da Tribuna leva ao leitor imagens do conjunto arquitetônico e do acervo do Museu Mariano Procópio

Por RENATA DELAGE

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Relíquias do período imperial e lago do parque
Relíquias do período imperial e lago do parque
Obra de Jean Honoré Fragonard
Obra de Jean Honoré Fragonard
Imagens inéditas e aéreas do museu ilustram a peça
Imagens inéditas e aéreas do museu ilustram a peça
Fachada do Museu Mariano Procópio
Fachada do Museu Mariano Procópio

Quando escolheu que o Museu Mariano Procópio estamparia as páginas do calendário 2014 da Tribuna, o editor de fotografia, Roberto Fulgêncio, não imaginava como a instituição e sua reabertura estariam em pauta ao longo de todo o ano. A captação das imagens, que abrangem os prédios, o parque e também detalhes de peças singulares das coleções abrigadas pelo museu - descobertas a cada mês por todos os leitores que adquirirem a edição deste domingo -, foi o primeiro dos movimentos que levaram à campanha "O museu é nosso", encerrada hoje com a apresentação da última das dez crônicas da série "Crônicas do museu" (ver página 5). Representantes de várias gerações tomaram a instituição como cenário para expor a história do lugar e de seus fundadores, memórias e opiniões, às vezes em tom nostálgico, outras vezes cômicas ou críticas.

  Ao longo da campanha, os leitores também puderam conhecer ou revisitar obras relevantes na coluna "Conheça o Mariano Procópio" e se defrontar com a opinião de especialistas e moradores sobre a instituição em reportagens publicadas no Caderno Dois. Fechado desde 2008, o museu, com seu reconhecido acervo do período imperial, ganhou ainda mais vulto em discussões estaduais e nacionais em 2013, que culminaram em um repasse de verba de quase R$ 10 milhões para reformas do espaço, com a expectativa de tão logo vê-lo reaberto à visitação. "Não apenas por uma pressão pela reabertura, a campanha se justifica pelo alerta da singularidade do Museu Mariano Procópio e pela importância de a população conhecê-lo e valorizá-lo", avalia a diretora-geral da Solar Comunicação, Suzana Neves.

  Para o diretor-superintendente do museu, Douglas Fasolato, a repercussão das publicações da campanha extrapola os limites da cidade. "Recebo constantes contatos de pessoas de diversos lugares que tomaram conhecimento da revitalização, dos tesouros do museu, que se surpreenderam que tivéssemos determinada obra no acervo ou reconheceram algo que já haviam visitado há muitos anos. A disponibilização desse material na web também facilitou os contatos, eliminando qualquer limite geográfico", diz o diretor.

  Fasolato destaca que os juiz-foranos devem ter em mente que possuímos um museu com acervo nacional de relevância internacional em Juiz de Fora. "Ilustrar o calendário vai garantir que o museu seja lembrado ao longo de todo o ano, o que certamente também favorecerá a lembrança dos eventos que já acontecem e das ações que visam à reabertura com qualidade para a população", diz. 

 

Registros inéditos

 Em 2014, o calendário traz fotografias aéreas inéditas do conjunto, clicadas pelo repórter fotográfico da Tribuna Fernando Priamo e responsáveis por abrir e fechar a edição. As imagens, que mostram o telhado completamente revitalizado - recuperado em sua volumetria original, após 40 anos de cobertura de telhas galvanizadas -, podem ser comparadas a um dos primeiros registros da Villa Ferreira Lage, fotografada em 1861, por Revert Henry Klumb, autor da obra pioneira de fotografias "Doze horas em diligência", em que registra o museu e demais pontos da Estrada União e Indústria.

  A publicação traz novas imagens da Villa, do lago, da fachada principal, além de detalhes de peças do acervo, como cadeiras do Palácio Imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, porcelanas da Companhia das Índias, insígnias, leques comemorativos e algumas das mais valiosas e lembradas pinturas do museu, como "Tiradentes supliciado", de Pedro Américo, e a obra sem título de Jean Honoré Fragonard. 

  Produzido desde 2003, o calendário busca sempre retratar temas locais, como as pontes de Juiz de Fora, estações ferroviárias, arte sacra, o Caminho Novo da Estrada Real, museus do município, a natureza da região, ruas da cidade, festas e tradições juiz-foranas, o futuro Jardim Botânico da UFJF e registros das quatro estações na cidade. "O calendário tem que falar por imagens, mostradas a partir dos olhos do fotógrafo. Por isso escolhemos temas relevantes e ao mesmo tempo belos", destaca a também diretora-geral da Solar Comunicação Márcia Neves. 

  "Esse tema foi com certeza o que me deu mais satisfação", pontua Roberto Fulgêncio. "Em meio às dificuldades encontradas em função de o museu estar fechado e seu acervo guardado, pude contar com a ajuda da direção e da museóloga Maria das Graças de Almeida, com sua pesquisa e identificação do acervo, para fecharmos a escolha das imagens", finaliza.

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