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19 de Fevereiro de 2014 - 17:56

Por Bárbara Riolino

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A novela envolvendo o ressarcimento dos valores dos ingressos comprados para assistir ao show do Chiclete com Banana ganhou um novo capítulo após o ajuizamento de uma ação cautelar, movida pelo Ministério Público e o Procon, acatado pela Justiça, para bloquear contas bancárias e bens de dez envolvidos na organização do evento - entre pessoas físicas e jurídicas -, que aconteceria na cidade no dia 24 de janeiro e foi cancelado após a interdição do Corpo de Bombeiros. No dia, a corporação alegou que a estrutura montada no Parque de Exposições estava em desacordo com a Lei de prevenção contra incêndio e pânico, além de outras irregularidades.

Em coletiva nesta quarta-feira (19) na sede do Procon, o procurador do município e assessor jurídico do órgão, Eduardo Floriano, explicou que a decisão ganhou força após indefinições da organização, que, em cinco reuniões realizadas entre o Procon e o Ministério Público, não apresentou solução para o caso, sobretudo quanto à devolução do dinheiro referente aos ingressos ou a um possível agendamento para uma nova apresentação na cidade.

"Não houve acordo entre os organizadores, que disseram não ter o dinheiro para devolver, pois haviam pago a banda. Queremos saber onde está este dinheiro. O valor inicial para o bloqueio é de R$ 491.555, referentes aos cinco mil ingressos vendidos. Estima-se que este valor possa ser maior. Nosso próximo passo é entrar com uma ação civil pública para beneficiar os consumidores, devolvendo não apenas o valor dos ingressos, mas ressarcindo quantias gastas no deslocamento e na estadia em hotéis daquelas pessoas que vieram de outras cidades, evitando sobrecarregar o judiciário", comenta Eduardo. Segundo ele, o prejuízo cai para quase 1% da população da cidade, configurando em um dos maiores casos que o Procon já teve em mãos.

A superintendente do Procon em exercício, Mônica Drumond, reforçou que a intenção é assegurar que nenhuma pessoa seja lesada. Até esta quarta, 373 pessoas já haviam procurado o órgão para formalizar a reclamação. "Queremos reunir todas as reclamações para reforçar o processo. Por isso, pedimos para que todos guardem ingressos, abadas e comprovantes de pagamento. Isto servirá como prova para o ressarcimento no futuro. Todos os que comprovarem serão ressarcidos", garante Mônica. Quanto aos prazos, ela não soube precisar. "Depende da Justiça."

Quem ainda não formalizou a reclamação pode fazê-la na sede do Procon de Juiz de Fora, na unidade móvel ou em uma das quatro unidades do Espaço Cidadão.

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