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11 de Janeiro de 2014 - 07:00

Encontro de Folia de Reis reúne 13 grupos da cidade e região na Praça Antônio Carlos

Por Tribuna

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Carregados de ouro, incenso e mirra, Gaspar, Melchior e Baltazar percorreram, 2014 anos atrás, o caminho que levava a Belém, onde havia nascido o menino Jesus. Mesclando religião e folclore, o trajeto milenar passou a ser relembrado por uma das tradições mais importantes da cultura brasileira, a folia de reis. Hoje, os juiz-foranos poderão ter uma amostra do trabalho dos grupos locais, que se apresentarão neste sábado no Centro. A partir de meio-dia, 13 folias da cidade e da região desfilarão do Parque Halfeld até a Praça Antônio Carlos, onde o XIV Encontro de Folia de Reis será inaugurado, às 13h, com a cerimônia de bênção das chaves que, segundo a tradição, representa a presença de Deus em todos os lares.

A edição deste ano contará com os grupos: Resposta do Oriente Jesus Vivo (Bela Aurora), Estrela de Belém (Teixeiras), Estrela da Guia (Flávio Costa), Resplendor do Pai Eterno (Milho Branco), Sinal dos Três Reis Magos do Oriente (Bela Aurora), Viagem dos Três Reis Magos do Oriente (Santa Efigênia), A Estrela da Guia (Dom Bosco), A Caminho de Belém (Ipiranga), Viagem de Maria Santíssima (Sagrado Coração de Jesus), Estrela Dalva (Nossa Senhora de Lourdes), Caminho da Salvação (Santa Efigênia) e Recado do Oriente (Dom Bosco), além da participação de um grupo de Matias Barbosa.

Para o presidente da Associação das Folias de Reis e Charolas de Juiz de Fora, André Luís Brasilino, o evento consegue divulgar o trabalho dos grupos. "Permite que a folia de reis não fique restrita às comunidades em que há peregrinação", diz André.

Entre os personagens de uma folia de reis, estão o mestre folião e o contramestre (que comandam todo o grupo), os Três Reis Magos, os palhaços, foliões e o mascote, esse representado por uma criança menor de 12 anos. Um traço peculiar das folias é que toda toada é única, já que elas são 'compostas' em cada casa, da mesma maneira como são feitos os repentes, tradicionais na cultura nordestina. "O mestre vai fazendo os versos de acordo com a realidade daquela casa e com a situação que os moradores estão vivendo: se é algo em prol de uma cura, ou a comemoração de um nascimento, por exemplo", diz André, ressaltando que o aspecto musical também varia de grupo para grupo.

"Em geral, existem três momentos: as toadas nas casas; a marcha, quando os integrantes estão em cortejo; e o chule, momento em que o palhaço está dançando. Mas cada grupo tem uma maneira muito característica de executar essas fases, uns com batida marcada, outros com mais gingadas. Com a nova geração se interessando pela tradição, gêneros mais modernos como o funk e o rap também acabam sendo incorporados", acrescenta o presidente da associação.

XIV ENCONTRO DE FOLIA DE REIS

Hoje, a partir de meio-dia, desfile do Parque Halfeld até a Praça Antônio Carlos, onde, às 13h, acontece cerimônia de bênção das chaves

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