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13 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por RENATA DELAGE

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Antovani Di Borotto à frente do painel "Roma x Salvador"
Antovani Di Borotto à frente do painel "Roma x Salvador"

"Essa história de público alvo não existe mais quando se trabalha com arte contemporânea", assevera o designer juiz-forano Antovani Di Borotto. Em suas idas e vindas entre o país natal e outros polos mundiais de arte, o artista realiza sua primeira exposição no Brasil. "SincroniCidade" tem abertura marcada para hoje, às 20h, na Casa de Cultura da UFJF.

"Há, muitas vezes, uma ideia de que arte é só para os entendidos ou só para os eruditos, o que acaba por mitificar o trabalho. Essa visão já foi transformada lá fora", avalia o artista. Atuando durante quatro anos em Nova York antes de se mudar para Roma, onde residiu por dez anos e se especializou em designer de moda na Accademia Internazionale D'Alta Moda a D'Arte del Costume Koefia, Di Borotto observa a força do Brasil no campo de web design. "Muitas referências internacionais vêm ao país para adquirir experiência. Mas também é nossa função levar até eles o que temos, além de trazer os conhecimentos para cá. Esse intercâmbio deve partir dos dois lados. Quando os jovens artistas italianos, com os quais tive mais contato, têm a oportunidade de vir ao país descobrem essa explosão de cores que é o Brasil."

A mostra que será aberta hoje tem como inspiração a sincronia entre várias cidades do planeta, como Paris, Londres e Nova York, representadas em 18 painéis que variam de 60 cm x 60 cm a 280cm x 220cm. O projeto reúne peças de acervos particulares desenvolvidas pelo designer - cedidas prontamente pelos proprietários -, com exceção de dois painéis inéditos, que representam as mineiras Uberlândia e Ibitipoca.

A proposta teve início em 2011, na Itália, quando o designer confeccionou os painéis de fundo para um desfile de moda. "Por incrível que pareça, os painéis foram os mais elogiados do desfile", ri. Começando pelas cidades em que o artista passou, o projeto se estendeu a pedidos de clientes (que escolhem o tamanho, a cor do fundo e a cidade da peça). A partir da técnica da découpage, Di Borotto explora as substituições de imagens, autorais ou não, e procura encontrar a sincronia entre locais diferentes. As imagens cortadas e coladas são pré-definidas e contam, posteriormente, com um acabamento personalizado.

"Embora o termo découpage seja francês (découper significa cortar), a técnica é italiana", diz o artista. O estilo de découpage adotado por ele - destaque na edição do mês de agosto da revista "Hugmag", publicação brasileira voltada para artistas estrangeiros - assume uma variação atual, com o recorte de imagens digitalizadas.

SINCRONICIDADES

Abertura hoje, às 20h. De terça a sexta, das 14h às 19h, sábado, das 10h às 14h. Até 21 de dezembro

Casa de Cultura da UFJF

(Av. Rio Branco 3.372)

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