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15 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Na reta final, Campanha de Popularização do Teatro apresenta montagens da Cia. Girolê, de Barbacena

Por MARISA LOURES

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"Histórias pequeninas" ensina a vencer o medo
"Histórias pequeninas" ensina a vencer o medo

 

O último fim de semana da 13ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Juiz de Fora está do jeito que a criançada gosta. Tem mistério e palhaçada. Nesta reta final, vai dar até para aprender a driblar o medo de uma maneira bem divertida. A programação traz os inéditos "Histórias pequeninas" e "Sobre lendas e mulheres", ambos da Cia. Girolê, de Barbacena. Também estão previstos, neste sábado e domingo, às 16h, "Joãozinho e Maria", da Isto Cia Teatral (Teatro Solar), e "Palhaço Rosquinha em: O sonho do palhaço", da Cia. Pédepalhaço (CCBM). "Alguns integrantes da Girolê já fizeram oficina com o Galpão. Eles têm um trabalho de pesquisa que une teatro e contação de história. Fica um resultado muito bacana no palco", comenta Cristiano Fernandes, presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas (Apac-JF), responsável pela campanha.

A trupe barbacenense já mostrou o repertório voltado para os pequenos em Juiz de Fora, com "Retalhos de estrela", encenado durante a Mostra de Teatro Infantil de 2013, e com outras montagens trazidas em parceria com a Biblioteca Municipal Murilo Mendes. Desta vez, ela apresenta, amanhã, a história de Julinho. O menino descobriu que passar a perna no medo fará com que viver o sonho de criança se torne muito mais fácil. "Qual o seu medo? Qual o seu sonho?" As duas indagações conduzem a proposta da montagem.

"'Histórias pequeninas é o nosso xodó. É uma adaptação de um livro de um grande amigo nosso, o Fred Furtado. Foi um trabalho de construção, pois a obra tem uma linguagem abstrata. Tivemos que trazer o texto para uma linguagem coloquial. É um espetáculo que fala da infância dos laptops, dos smartphones, fala da criança como um ser puro em sua essência", observa a atriz Cleo Cavancantty.

O grupo foi fundado em 2006, valendo-se de elementos da contação de histórias, artes cênicas, visuais e musicais. De acordo com Cleo, a meta sempre foi levar para a criança um teatro direto. "A gente se encantou com o contar histórias, poder dobrar tudo, colocar no porta-malas e levar para onde quiser. Não gostamos muito desse negócio de teatrão, porque é pouco sustentável", conta a atriz.

 

"Sobre lendas e mulheres" é uma compilação de textos de três integrantes do elenco da Girolê e de suas amigas, todas na faixa dos 30 anos, e do livro "Mulheres que correm com lobos", de Clarissa Pinkola Estés. Maria e Olga são dois seres sagrados que habitam um lugar imaginário e que têm, como função, "criar outras almas". A montagem, que finaliza o período teatral, propõe reflexão sobre o modelo feminino. Apesar de tão diferentes, as duas estão unidas pelo objetivo de "tecer a alma de outras mulheres."

"Queríamos falar do universo feminino, dessa coisa que a gente sente por dentro por causa de tanta carga ancestral. São questões que guardamos só para gente. Sempre que nos encontrávamos, falávamos em tirar um tempinho para conversar sobre a gente, mas o tempo nunca chegava. Somo todas iguais, só trocamos de endereço", comenta Cleo.

 

 

Campanha atrai 15 mil espectadores

Antes mesmo de a campanha terminar, com o último espetáculo neste domingo, a Apac-JF já contabiliza mais de 15 mil espectadores. Em 36 dias, a programação ofereceu 28 montagens adultas, dez infantis, dois espetáculos de dança e dois de música, fechando a temporada com 42 montagens. Mais uma vez, a comédia reafirmou a preferência do público. Peças como "Como fracassar na vida e ser infeliz no amor", de Gueminho Bernardes, "Mais que Dilmais" e "Ponto GG", de Bernardes e Gustavo Mendes, foram sucesso de público.

"O humor ainda é a grande opção, mas percebemos que há espaço para outras linguagens", observa o presidente da Apac-JF, Cristiano Fernandes. Segundo ele, a organização investiu em atrações distintas para atrair o público juiz-forano. A programação incluiu bate-papo, seminário e oficinas. "Criamos várias ações para ver como seria a receptividade. Agora é investir nisso", diz Fernandes, ressaltando a pertinência dos trabalhos propostos para a cena local. "Percebemos que, às vezes, um grupo tem um grande figurinista, um grande cenógrafo, um grande texto ou um grande dramaturgo, mas não consegue criar uma unidade com esses elementos. Por isso, queremos aprofundar em cada signo. É interessante como a gente aprende com o trabalho do outro."

Fernandes adianta que as oficinas vão continuar. Os atores e produtores teatrais estão convidados para um próximo encontro, já agendado para abril em dia e horário ainda a serem confirmados. O último bate-papo desta edição acontece na próxima terça-feira, às 19h, no CCBM. Cristiano destaca que o encontro é aberto ao público em geral.

 

HISTÓRIAS PEQUENINAS

 

Domingo, às 18h30

 

SOBRE LENDAS E MULHERES

Domingo, às 20h30

 

CCBM

(Av. Getúlio Vargas 200)

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