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26 de Abril de 2014 - 06:00

Por MARISA LOURES

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Lanternim, no prédio Mariano Procópio, aguarda restauração
Lanternim, no prédio Mariano Procópio, aguarda restauração

Anunciada pelo prefeito Bruno Siqueira para março deste ano, a restauração do Museu Mariano Procópio ainda não tem data para começar. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a alteração no cronograma "foi motivada pela necessidade de verificação de ajustes da planilha de custos apresentada pela empresa vencedora da licitação à Lei Federal 12.844, que determina a desoneração de custos de pessoal". O contrato, no valor de R$ 4,7 milhões, foi assinado em fevereiro de 2014 com a Concrejato. A verba investida será retirada do montante de R$ 5 milhões repassados pelo Governo de Minas Gerais.

"Essa lei é de julho de 2013 e traz uma redução tributária beneficiando alguns segmentos da construção civil. Está em vigor desde novembro de 2013. Com a diminuição de impostos, cai o valor da obra. Quando a empresa apresentou o edital, não havia a abrangência da lei", afirma Roberta Ruhena, subsecretária de Coordenação e Projetos da Prefeitura, explicando que a medida adotada não é restrita ao museu. "Agora, está sendo feito o ajuste formal da planilha com a empresa. Não é muito simples. Temos que fazer uma análise detalhada, por isso não podemos falar em prazos. A obra pode começar a qualquer momento".

Na cerimônia realizada em 11 de fevereiro na instituição, o prefeito ainda confirmou a intenção de abrir o espaço para visitas guiadas e previamente agendadas a partir dos seis meses de intervenções. De acordo com a assessoria, essa informação está mantida. A previsão é de que os trabalhos sejam realizados em um prazo de onze meses.

Conforme já divulgado pela Tribuna, nesta etapa será feita a segunda parte dos trabalhos da Villa Ferreira Lage: consolidação da restauração da fachada, elementos artísticos, muros e escadas, decorativismo interno, execução do projeto de melhoria da estabilização da Villa com a mesma técnica da matriz de Valença e de Tiradentes. Já no Prédio Mariano Procópio, serão restaurados o lanternim e a claraboia, aberturas que garantem a iluminação da galeria.

A comoção em torno da reabertura do museu não é recente. O parque foi fechado em setembro de 2006, tendo um terço reaberto no segundo semestre de 2008. Neste mesmo ano, em janeiro, o prédio do Museu Mariano Procópio também foi trancado por apresentar trincas e fissuras. Devido a vazamento de água em vários cômodos e queda de estuques, após forte chuva, a Villa Ferreira Lage teve suas portas cerradas em março de 2008. Desde janeiro de 1983, os vários problemas de infraestrutura se arrastavam a olhos vistos. As atividades chegaram a ser paralisadas, também, por falta de funcionários.

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