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22 de Dezembro de 2013 - 07:00

2014 promete inaugurações de projetos já adiados há algum tempo e intervenções paliativas

Por MARISA LOURES e MAURO MORAIS

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Memorial deve ser inaugurado ainda no 1º semestre
Memorial deve ser inaugurado ainda no 1º semestre

A população juiz-forana entra em 2014 com grandes expectativas na cultura mas com poucas certezas. No campo das ideias, muitas serão as ações, porém, na prática, a dependência de liberação de verbas e a morosidade dos processos públicos tornam a realidade menos robusta. Com reabertura prometida para o próximo ano, o Museu Mariano Procópio pode ser aberto só em 2015, já a inauguração do Memorial da República não deverá ultrapassar o primeiro semestre. Em Benfica, a Prefeitura garante abrir as portas, até junho, do primeiro Centro de Artes e Esportes Unificado de Juiz de Fora, única obra cultural do Governo Municipal a ser lançada no ano que vem. Seguindo na superintendência da Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), onde já está há mais de cinco anos, Toninho Dutra espera revitalizar diversos espaços, como a Biblioteca Municipal Murilo Mendes e as fachadas do prédio da Funalfa e da Estação Ferroviária.

Da mesma forma, o reitor Henrique Duque, em seu último ano à frente da UFJF, pretende restaurar o Forum da Cultura e seguir com a reforma do antigo prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), mas o espaço só deve ser reaberto em 2015. "Queremos consolidar o que já está em andamento. Acho que com o término das obras iniciadas, superamos o que foi proposto como meta", afirma o reitor. Completando 85 anos, o Cine-Theatro Central também receberá pequenas intervenções, assim como o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Mais um ano chega, e as constatações se assemelham. De acordo com gestores locais, as edificações da Juiz de Fora do passado, que embelezam a cidade do presente, prescindem de uma verba muito maior do que os orçamentos podem dar conta.

 Finalmente reaberto?

Só nos últimos meses, o museu alcançou a garantia de um repasse externo de quase R$ 10 milhões. O montante total será utilizado para realização de obras de recuperação do sistema estrutural e consolidação das fachadas e decorativismo interno da Villa Ferreira Lage, conservação do acervo, restauração do lanternim e da claraboia, instalados no prédio Mariano Procópio, drenagem do parque e elaboração do projeto museográfico e museológico. Em entrevista concedida durante a vinda da ministra da Cultura Marta Suplicy a Juiz de Fora, em outubro, o prefeito Bruno Siqueira afirmou que a intenção é que a instituição seja reaberta para restauro visitável ainda em 2014. No entanto, até agora, os trabalhos ainda não começaram. Segundo Douglas Fasolato, diretor-superintendente do Museu, a licitação para investimento dos R$ 5 milhões repassados no mês de setembro pelo Governo do Estado foi realizada, mas uma das empresas participantes questionou a concorrência judicialmente. "Temos que aguardar o parecer. Com isso, o cronograma também atrasa. A previsão é de que as obras durem 11 meses", observa Fasolato. Com relação à transferência de R$ 2 milhões subsidiados pela Petrobras em parceria com o Ministério da Cultura, o diretor diz que a verba será liberada assim que o museu apresentar um plano de trabalho para ser aprovado. "Temos que seguir os trâmites burocráticos. Vamos dar continuidade a nossas ações educativas e científicas, valorizando a pesquisa e o conhecimento." O Mariano Procópio está fechado desde 2008.

Para voltar a gerar luz

Para acabar com os problemas de infraestrutura e má-conservação denunciados pela Tribuna em outubro deste ano, a Cemig iniciou a reforma do prédio da Usina de Marmelos em novembro, mas as obras foram paralisadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) de Juiz de Fora. A intervenção, orçada em R$ 120 mil, não havia sido aprovada pelo órgão. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, a urgência nos trabalhos se deve ao aumento do volume de chuvas, já que o local estava sofrendo ainda mais danos. A meta era começar com a recuperação do telhado. Nesta última semana, de acordo com a assessoria, o projeto foi entregue para avaliação do Comppac. O local também recebeu a visita do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico - Iepha/MG. Fechado ao público há mais de um ano, o espaço cultural tem pinturas danificadas, fiação exposta e goteiras. A iluminação também está precária. No entorno, o jornal flagrou mato alto e entulho. Além das melhorias internas, a passarela que liga o museu à barragem será trocada. A última reforma aconteceu há 13 anos, época em que o local foi entregue à UFJF, entidade responsável pela administração do imóvel desde 2000 através de um convênio firmado com a Cemig.

 O foco sai do centro

Para coroar um gradativo movimento que tem jogado luzes em outras regiões de Juiz de Fora, que não a Zona Sul, será inaugurado ainda no primeiro semestre de 2014 o primeiro CEU (Centro de Artes e Esportes Unificado) da cidade, localizado na Avenida JK, no Bairro Benfica, altura do acesso ao Bairro Araújo, Zona Norte. As obras estão previstas para serem finalizadas em fevereiro, dando início, então, ao aparelhamento do espaço, que conta com um teatro para 125 lugares, com ar-condicionado e equipamento de iluminação e sonorização de última geração. "É um grande avanço na cultura. Poderá ser replicado em capacidade de atendimento de atividades de arte, lazer, possibilitando trabalhos de alto nível", comenta Toninho Dutra, reforçando que o horário de funcionamento, das 7h às 23h, proporcionará acesso ao trabalhador. "O CEU nos permitirá olhar a cidade por outros eixos. Nossa ideia é ampliar o trabalho nos bairros, pensar de forma para que ao menos cada região tenha um núcleo artístico-cultural."

Acervo presidencial

Previsto para outubro de 2012 e depois prorrogado para agosto de 2013, o Memorial da República Presidente Itamar Franco é mais uma das obras juiz-foranas que tiveram seu fim transferido para 2014. De acordo com o professor José Alberto Pinho Neves, que está à frente dos trabalhos, uma equipe técnica do Rio de Janeiro foi contratada para cuidar da museologia e expografia. "No início de janeiro, será realizada uma reunião para decidir a data da inauguração, mas queremos que aconteça até maio", comenta Pinho Neves. Uma mudança no tipo de fundação com a finalidade de não abalar as edificações das construções vizinhas e ajustes na etapa de acabamento ocasionaram o atraso nas obras. Quem passa pela Rua Benjamin Constant, ao lado do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), já pode ver o prédio histórico erguido. Recentemente, o muro que escondia a fachada foi derrubado. No lugar, grades estão sendo instaladas. O painel frontal de identificação do espaço também já está no local. O museu foi idealizado e aprovado pelo próprio patrono. Todo o arquivo, composto por uma biblioteca com dez mil livros de assuntos que vão da política à literatura, correspondências populares, fotografias, quadros, canetas e condecorações, será levado do Instituto Presidente Itamar Franco, localizado no Museu de Crédito Real, para o espaço. Segundo Paschoal Tonelli, pró-reitor de Infraestrutura da UFJF, o Mamm também será contemplado com pintura externa e limpeza das pastilhas. "A licitação da obra será realizada no início de 2014", assegura o pró-reitor, destacando que, em uma próxima etapa, será feita toda a reforma da parte interna do imóvel projetado em estilo modernista por Décio Bracher.

Mais livros novos

No próximo ano, estão previstos recursos do Fundo Estadual de Cultura (FEC), por meio da Secretaria de Estado de Cultura, para a reforma da laje do espaço e atualização do acervo. "Já foram feitas várias intervenções que não resolveram o problema das infiltrações, agora faremos uma reforma mais estudada", aponta Toninho Dutra. Considerando a contrapartida municipal de 2%, R$ 72 mil deverão ser destinados à revitalização, e R$ 12 mil, à compra de novos livros. "Já fizemos uma pesquisa com professores universitários e da rede municipal, há cerca de dois anos, e temos a indicação no Plano Municipal de Cultura para um Plano Municipal de Leitura, que vai além da biblioteca, criando polos e postos de leitura. Uma das primeiras iniciativas foi repensar os acervos, analisando a demanda, sem desprezar a área acadêmica e de memória, mas focando no leitor comum", comenta o superintendente.

 85 anos de cara nova

A casa de espetáculos entra em 2014, quando comemora 85 anos de sua inauguração, com previsão de receber pintura interna e externa, restauração das janelas e resolução de problemas de escoamento de água pluvial. Segundo Gerson Guedes, pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora, toda a água da chuva corre para a fachada do prédio histórico. "Isso acontece porque a construção é antiga. Não prosseguimos com os trabalhos em 2013 porque precisávamos da aprovação do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)", afirma Guedes, ao ser questionado sobre as expectativas anunciadas para este último ano pelo reitor Henrique Duque. Sobre a instalação de ar-condicionado, conforme prometeu o reitor para a reportagem "UFJF corre contra o tempo", publicada em dezembro de 2012, Guedes destaca que as pinturas de Angelo Bigi podem ser prejudicadas com a climatização. "Só temos dois meses que são muito quentes. Acredito que dê para contornar. Também não vai ser fácil conseguir a autorização do Iphan para isso." Aguardada para 2013, a implantação de câmeras de vigilância para reduzir o problema de vandalismo no entorno do Cine-Theatro Central será transferida para os próximos meses. "Existe um projeto de colocar câmeras em todos os prédios administrados pela universidade", garante o pró-reitor. As obras serão executadas com o espaço aberto para os espetáculos, sendo fechado somente em maio.

De olho nas estrelas

Talvez a maior ação executada pela atual reitoria da UFJF no campo da cultura seja a construção do Centro Didático de Astronomia, erguido no Centro de Vivência. Em uma área de quase cinco mil metros quadrados, o visitante contará com o que promete ser o maior planetário do estado, com cúpula de 12 metros de diâmetro. O espaço terá teto retrátil e será equipado com sete telescópios computadorizados. Os custos ultrapassam os R$ 10 milhões. "É uma obra bem avantajada para o prazo que temos (12 meses). Tivemos alguns problemas no projeto por causa de pequenas inconformidades na parte estrutural. Estamos perto de começar a fase de acabamento", comenta o professor Paschoal Tonelli, pró-reitor de Infraestrutura da UFJF. "Entrego o planetário em março ou abril. A montagem dos equipamentos começa em janeiro ", garante Duque, também antecipando uma possível reforma no Teatro Pró-Música.

Embora a restauração da antiga sede do Diretório Central dos Estudantes, localizado nas esquinas da Av.Getúlio Vargas e Rua Floriano Peixoto, tenha começado em agosto, a edificação será entregue ao juiz-forano só em 2015. O prazo previsto para a reforma é de 585 dias. "Toda a parte de desmanche já foi feita. É uma obra que deve ir mais longe", prevê Tonelli. Um impasse envolvendo a instituição e os estudantes impedia o início dos trabalhos. A ideia é que o espaço funcione como um ponto de cultura. No Forum da Cultura, a intenção do reitor era que a casa do Centro de Estudos Teatrais Grupo Divulgação entrasse o mês de abril de 2013 em reformas, mas as intervenções também foram transferidas para o último ano de seu mandato. Estão previstas instalação de ar-condicionado, poltronas novas e elevador ainda no primeiro semestre.

Apenas a fachada

Com o objetivo de servir como exemplar da preservação patrimonial na cidade, o prédio onde hoje funciona a sede da Funalfa, antiga Prefeitura, deverá ter sua fachada revitalizada e pintada em 2014, inaugurando um projeto de preservação municipal que visa a restaurar, a cada ano, uma construção pertencente ao Poder Público municipal. A edificação, localizada no Parque Halfeld e considerada um dos cartões-postais da cidade, não recebe interferência do tipo há cerca de cinco anos. De acordo com Toninho Dutra, superintendente da Funalfa, as obras devem ser iniciadas em abril e concluídas até junho. O prédio da Estação Ferroviária também deverá ser recuperado no próximo ano, e as obras são aguardadas para o segundo semestre. "Dependemos do fluxo financeiro, e, na hipótese de não termos a capacidade executiva para os dois prédios ao mesmo tempo, um será revitalizado no primeiro semestre e o outro no segundo", explica.

Campo das ideias

Sancionado pelo prefeito Bruno Siqueira no dia 28 de novembro desse ano, o plano deverá estar na pauta do dia dos artistas em 2014. "A primeira ação já está sendo feita: fazer com que a vivência da gestão da cultura no município obedeça àquilo que foi pensado pela sociedade. O primeiro objetivo dele é que seja um documento vivo", comenta o superintendente da Funalfa Toninho Dutra. Além dos 2% do orçamento municipal destinados à cultura, que deverão ser alcançados em uma década - sendo acrescidos por ano 0,1% -, o documento prevê a formação de agentes locais a ser reforçada no próximo ano. "Já trabalhamos nesse sentido. Estamos na quinta edição do curso de formação de atores, e a ideia é que ele amplie para outras áreas, não só a da representação. Queremos fazer um curso semelhante na área da dança e pretendemos fazer um curso de produção", afirma Dutra. De acordo com ele, a próxima função do Conselho Municipal de Cultura (Concult), já para janeiro, é construir um plano de metas, com período e prazo a atingir. Uma das diretrizes de relevo no plano, que proporcionará consciência das futuras ações, é o mapeamento da cultura local, uma das prioridades da pasta. "Esse é um processo complexo, que precisa de metodologia de trabalho para ir a campo. Não queremos mapear apenas a capacidade artística da cidade, mas a capacidade de representação simbólica, a questão dos espaços, dos mestres de saberes populares. No ano que vem, teremos a possibilidade de elaborar essa metodologia, para, depois, executar", finaliza.

Por mais conforto

Aprovada no fim do ano passado, pelo Fundo Nacional da Cultura do Ministério da Cultura (MinC), a reforma na Sala de Encenação Flávio Márcio não aconteceu esse ano. Segundo a Funalfa, a verba de R$ 256.263,30, que seria repassada diretamente por meio de convênio, não foi liberada. A arquibanca da sala foi reformada recentemente, mas a instalação de plataformas pantográficas, aquisição de equipamentos de iluminação, som e projeção e melhorias no sistema de segurança, com implantação de portas de emergência nas saídas do teatro, previstas no projeto, ainda não saíram do papel. Segundo o superintendente da Funalfa Toninho Dutra, em 2014 espera-se que todo o complexo receba verba para pequenas revitalizações, como a remodelação das galerias alternativas, a manutenção dos telhados, a aquisição de ar-condicionado, cadeiras novas e outras interferências paliativas. "Queremos manter aquele espaço vivo, atendendo as demandas que temos hoje, abrindo novos cursos e oferecendo o conforto necessário", comenta.

Sem muitas expectativas

Anunciada em 2011, pela Prefeitura, a retomada das obras no espaço localizado na Rua Gilberto de Alencar, atrás da Igreja São Sebastião, ainda não se tornou realidade. O "elefante branco", cuja construção foi iniciada há mais de 30 anos, ainda tem a possibilidade de captar recursos via Lei Rouanet e consta no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) da Funalfa. O ano de 2014 é decisivo para a proposta, já que é o último em que poderá atrair incentivadores. "Ele é muito caro para a capacidade financeira do município. Tentamos enxergar outras possibilidades de ter esse recurso, conversando com o executivo, deputados e o empresariado. É um desejo muito forte dessa administração entregar esse equipamento à cidade, virando essa página. Porém, concretamente, não há nada assegurado", assevera Toninho Dutra, superintendente da Funalfa. De acordo com ele, a prioridade hoje é a reforma do Museu Mariano Procópio, que acaba criando uma "disputa boa". "O museu requer muito investimento e também é muito cobrado pela sociedade, precisamos achar uma forma de buscar esse recurso para o teatro sem fazer sombra no museu", diz.

Polo da memória do trem

Endereço da memória patrimonial de Juiz de Fora, com seus prédios antigos, a Praça Dr. João Penido tem expectativas de exibir cara nova já no próximo ano. Apesar de não ter sido aprovado pelo Comppac, o projeto que visava o redesenho do espaço tem contado com a iniciativa de particulares, como o Hotel Príncipe, para revitalizar uma área que antes correspondia ao coração da cidade. "Estão em fase de discussão um projeto para o Parque Halfeld e outro para a Praça da Estação. Estamos ouvindo várias vozes dissonantes e precisamos encontrar algo que se aproxime do desejo dos usuários, dos arquitetos e dos especialistas em patrimônio. Esse grande projeto precisa, porém, ter a possibilidade de execução parcelada, sendo gradativamente concretizado, na medida de nossa capacidade financeira", afirma o superintendente da Funalfa Toninho Dutra, pontuando a retirada de canteiros e outras pequenas intervenções para a valorização dos prédios, que deverão constar em um projeto e poderão ser iniciadas em 2014. Segundo ele, foi apresentado à Lei Rouanet um projeto feito em parceria entre a Inventariança da Rede Ferroviária, a MRS e a Funalfa. O objetivo é a ampliação da capacidade do Museu Ferroviário, oferecendo condições ideais para a inserção de documentos para a criação de um polo da memória ferroviária que desaguará na Praça da Estação, ocupando alguns prédios sob a guarda do Poder Público.

À espera de verba

Pouco mais de uma década após ser reformado, o prédio vira o ano na expectativa de uma nova restauração. A promessa é de que as obras da fachada, orçadas em R$ 170 mil, devam começar ainda no primeiro semestre de 2014. O início dos trabalhos, porém, depende de levantamento de recursos e liberação do alvará de realização dos trabalhos. Tombado pelo município em 1998, o imóvel sofre com pintura danificada, forro descolando, estrutura da janela deteriorada, tijolos aparentes e infiltrações. Para impedir que o reboco caia no pedestre, há oito meses, telas e tapumes cobrem a frente do edifício. Parte das criações de Angelo Bigi, que decoram o salão principal da sede histórica, também apresentam rachaduras e manchas. Segundo o vice-presidente Aloísio Vasconcelos, que assume o posto de presidente em janeiro, o montante necessário deve ser captado por meio da Lei Rouanet. O projeto interno ainda não foi aprovado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) de Juiz de Fora. Um dos motivos do impasse é a polêmica em torno da demolição, em 2009, de uma parede com pintura atribuída ao artista italiano. Uma ação contra a instituição corre no Ministério Público.

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