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05 de Fevereiro de 2014 - 18:39

Por Tribuna

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De acordo com Nilson Ferreira Neto, superintendente do Procon, a organização do show da Banda Chiclete com Banana, em Juiz de Fora, não oficializou com a instituição qualquer garantia de devolução do dinheiro investido nos ingressos. Em nota publicada na terça no Facebook, a produção local afirma que a restituição seria feita "em taxa de escalonamento e por ordem de lotes ainda a serem definidos". "Só tomamos conhecimento via mensagem nas redes sociais. O representante ficou de comparecer aqui na quarta-feira, mas ligou dizendo que estava retornando de Belo Horizonte e que não conseguiu chegar a tempo. Ficou de vir nesta quinta-feira. A informação que eu tenho é que eles não teriam recursos para poder devolver os valores, já que o dinheiro foi usado para pagamento da banda e de prestadores de serviços", afirma o superintendente.

Nilson ainda diz que a organização precisa dar uma garantia de que terão meios de fazer a restituição dos valores. "Eles precisam formalizar como vão fazer a restituição e qual a fonte de recursos", enfatiza Nilson, ressaltando que, até esta quarta, cem pessoas já haviam registrado reclamação no Procon, número considerado pequeno perto dos 4.500 bilhetes vendidos.

Segundo a nota de esclarecimento, "a data de 9 de fevereiro de 2014, disponibilizada inicialmente, não pode ser efetivada, por motivo de valores não acordados e falta de tempo hábil para remontagem do evento. Por fim, a organização lamenta profundamente a não realização, ainda, do show e se dispõe a prestar quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários".

A apresentação de despedida de Bell Marques seria realizada no dia 21 de janeiro no Parque de Exposições, mas foi interditada pelo Corpo de Bombeiros porque a estrutura montada estava em desacordo com a Lei 14.130 de 19 de dezembro de 2001, que dispõe sobre a prevenção e o combate a incêndio e pânico em espaços destinados a uso coletivo. "A empresa que foi contratada para a montagem do camarote descumpriu as normas, o que acabou ocasionando a interdição. Também vamos apurar possíveis irregularidades do Corpo de Bombeiros. Já requeremos cópia do processo para ver o que realmente aconteceu", diz o advogado da organização, Gladstone Miranda. 

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