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10 de Abril de 2014 - 06:00

Considerado um dos melhores tributos a Elvis Presley do mundo, show de Ben Portsmouth chega nesta sexta ao Central

Por RENATA DELAGE

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Aparência, voz e carisma deram ao inglês o título de melhor imitador do rei do rock em importantes festivais
Aparência, voz e carisma deram ao inglês o título de melhor imitador do rei do rock em importantes festivais

As teorias mais criativas não puderam desmentir o fato. Elvis se foi. As negativas, entretanto, encontram bases sólidas quando entra em cena Ben Portsmouth. A voz e a afinação precisas, que permitem atingir as notas mais difíceis e com nuances facilmente confundidas com as do rei do rock, além do virtuosismo de sua guitarra e de seus gestos, fizeram do inglês o primeiro não americano a vencer o Worldwide Ultimate Elvis Tribute Artist Concert, em 2012. O concurso reúne, no "quintal" do mito - Memphis, nos Estados Unidos - centenas de artistas que se dedicam a alguns dos melhores tributos a Elvis Presley do mundo.

O público juiz-forano poderá presenciar a recriação de um de tais concertos históricos de Elvis, com o show "The king is back". Em turnê pelo Brasil, Ben Portsmouth se apresenta no Cine-Theatro Central, nesta sexta, a partir das 21h. "Essa é minha terceira turnê no Brasil. Eu realmente adoro vir aqui. O país é lindo, e as garotas são bonitas", disse o artista, em entrevista à Tribuna, arranhando no português ("bonitas") para elogiar as brasileiras.

Em seu perfil no Facebook, o performer disse ter "certeza que um dos lugares do mundo que o Elvis adoraria ter tocado é no Rio de Janeiro", cidade na qual Ben se apresentou no fim do último mês. Dizendo-se muito sortudo por poder estar na cidade maravilhosa, agradeceu ao ídolo pela experiência, comentário que dividiu espaço com as fotos nas praias cariocas.

Até alcançar o sucesso na América, Portsmouth se destacou rapidamente no Reino Unido e na Europa, sendo eleito como o melhor Elvis do prestigiado festival em Porthcawl Wales, o maior do gênero no continente. Contando com uma orquestra completa, o inglês emocionou o apresentador norte-americano David Letterman em seu talk show, no último ano (veja video abaixo). "Meu Deus! O que acharam disso?", impressionou-se Letterman, cumprimentando-o com fervor. "Foi ótimo ser o primeiro artista não americano a ganhar o concurso (em Memphis). Eu pensei que tinha boas chances, mas também tinha dúvidas se só deixariam um americano ganhar. Quando chamaram meu nome, fiquei muito feliz", conta.

No show desta sexta, Ben - que também assume a guitarra acústica - contará com sua banda Taking Care of Elvis, formada por David Portsmouth (bateria), Richard Gibson (teclados), Ryan Quartermaine (guitarra e vocais), Dan Caney (baixo e vocais), Alison Povey, Colleen Rowe e Natalie Vale (vocais). Os grandes clássicos da carreira de Presley serão interpretados na noite, em espetáculo com inúmeras trocas de figurinos, que caracterizam as diferentes fases da vida de um dos maiores cantores de todos os tempos - do surgimento em 1954 até sua morte, em 1977.

O repertório conta com clássicos como "Jailhouse rock" e "All shook up", do período em que Elvis brilhava no cinema, no fim dos anos 1950, até os sucessos das duas próximas décadas, a exemplo de "Love me tender", "It's now or never", "Kiss me quick", "Can't help falling in love" e "Surrender". "Existem algumas canções que acredito que o público espera ouvir nos meus shows, como 'Suspicious minds' e 'An american trilogy'. Essas são duas das minhas canções favoritas também. A primeira é uma ótima história e bem para cima. Já a segunda resume bem todo o fenômeno Elvis para mim", avalia.

 

'No palco, me torno o Elvis'

A primeira vez que Ben Portsmouth ouviu Elvis Presley era apenas um garotinho, sentado no banco de trás do carro de seu pai, fã do roqueiro norte-americano. "Meu pai tinha uma guitarra espanhola que ficava pela casa, e foi nela que aprendi a tocar as canções do Elvis", compartilha. Antes de começar a interpretar o ídolo nos palcos, era guitarrista de cantores pop. "Mas eu preferia cantar e interpretar Elvis, e foi isso que eu fiz."

Voz, aparência e carisma foram fundamentais para que o jovem artista logo se destacasse no cenário cover. Segundo a crítica, Ben olhou como Elvis, cantou como Elvis e tinha a presença capaz de fazer o público, por vezes, acreditar estar assistindo ao próprio mito. Para encarnar o rei do rock, o inglês não tem segredos. "Eu não tenho realmente nenhum ritual antes de subir ao palco. Só um pouco de vodka", brinca. "Uma vez que estou nele, me torno o Elvis."

A paixão presenciada - e recebida - pelo performer em diferentes países e continentes, só reforça, segundo ele, a ideia de que verdadeiros mitos ultrapassam gerações. "Acho que Elvis continua tendo um número tão expressivo de fãs ao redor do mundo porque era muito bom. Com certeza, as novas gerações, como a minha, vão continuar escutando suas músicas nos anos que virão."

 

BEN PORTSMOUTH - "The king is back"

 Amanhã, às 21h, no  Cine-Theatro Central (3215-1400)

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