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02 de Maio de 2014 - 19:00

Curta-metragem juiz-forano está entre os selecionados para um dos mais conceituados festivais de cinema

Por RENATA DELAGE

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"2 segundos": desconstrução de relacionamentos
"2 segundos": desconstrução de relacionamentos

Juiz de Fora estará representada no renomado Festival de Cannes, que, a partir de 14 de maio, pretende manter a tradição de trazer à cena o que há de novo e original no mundo cinematográfico. O curta "2 segundos", dirigido pela atriz e escritora Mia Mozart, está entre os selecionados para participar da mostra Short Film Corner. Resta saber agora se diretora e equipe poderão presenciar a exibição na França.

Ainda sem patrocínio, os amigos buscam os recursos necessários à viagem em instituições da cidade, além de contar com as doações arrecadadas por uma "vaquinha" virtual. "Recebemos a notícia de que fomos selecionados no início de abril, um pouco em cima da hora. Sabemos que é uma quantia alta para conseguir de uma só vez, mas estamos correndo atrás", conta Mia, que trabalhou ao lado de uma equipe que se revezou entre atuação e outras tantas funções, composta por Fernanda Rebelatto, Carolina Tagliati, Shayra Monteiro, Karina Klippel, Victor Sobral, Wagner Gomes, Priscila Gonçalves, Zezinho Mancini e Ana O.

Segundo a diretora, a ideia é que cinco pessoas da equipe possam estar em Cannes, não apenas para assistir às exibições, mas participar ainda dos workshops, ter acesso aos produtores e diretores reunidos nos 12 dias do evento. "Seria muito importante fazer contatos em um festival tão importante, em que diversos profissionais estão interessados em abraçar as causas de novos diretores", avalia Mia, 21 anos.

"2 segundos" começou a tomar forma após um ano de experimentações. "Começamos o projeto no curso de teatro do CCBM. A história surgiu lá, onde também pudemos gravar com boa qualidade", conta a jovem. Se a escolha do roteiro precisou de tempo para acontecer, as gravações e pós-produção se deram de maneira bastante rápida. "Após algumas reuniões, depois de escolhida a história, fechamos tudo em cerca de um mês. Cinco dias de gravação e cinco dias de pós-produção", diz.

A sugestão de inscrever o trabalho em um dos mais renomados festivais mundiais veio de uma amiga, que conhecia um dos aprovados para a mostra de longas-metragens. "Não sabia que era viável para quem não era profissional", observa. No último dia - nas últimas horas, na verdade -, os juiz-foranos conseguiram enviar sua proposta, e, para sua surpresa, figuram entre os selecionados. "Apesar do prazo curtíssimo e da correria, tínhamos pensado muito em tudo antes de ser feito. Acho que por isso deu certo."

Tratando da desconstrução de um relacionamento amoroso, o curta - que tem duração de 11 minutos - tenta, segundo a diretora, tirar o foco da empatia pelos personagens para fazer o espectador se interessar pela história. Embora saibam que o relacionamento tenha chegado ao fim, os protagonistas têm que ir a fundo nos questionamentos que os levam a não querer abdicar da convivência.

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