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06 de Junho de 2014 - 06:00

Com pouco mais de dois anos de estrada, banda Etcoetera lança primeiro CD de autorais

Por JÚLIA PESSÔA

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"Gravar este disco foi um grande passo na nossa carreira", diz o vocalista Dudu Fávero sobre o primeiro álbum de autorais da banda Etcoetera. Lançado neste sábado no Cultural, "Céu grande", gravado no Estúdio Versão Acústica, em São João Nepomuceno, traz a nova música de trabalho do grupo, homônima ao disco, que já está nas rádios, além de algumas já conhecidas do público, como "Beleza artificial", "Quando estou com você" e "Ana Rosa". "A receptividade destas canções - que já tínhamos gravado antes do CD - junto ao público foi um estímulo muito grande para nos dedicarmos à gravação de um álbum inteiro com canções nossas, algo que nunca tínhamos feito. Foi uma experiência especial, e ficamos muito felizes com o resultado", diz Dudu.

Segundo o vocalista, o disco bebe em influências diversas, que vão do pop rock ao reggae, com flertes com a MPB e a bossa nova. "Nosso som reflete muito nossos gostos musicais, então estes gêneros tendem a se sobressair, mas não nos limitamos a denominações. O disco é cheio de variações, intercalado com músicas pesadas e leves, umas para dançar e outras para curtir e cantar junto", explica o vocalista. A música de trabalho, "Céu grande", é, segundo ele, uma das mais suaves do disco, com refrões simples e frases que carregam uma certa mineiridade ao falar da natureza. "Outro diferencial é que a base é feita com violão de nylon, algo que também contribui para esta leveza. A música é toda marcada por instrumentos de harmonia: teclado, guitarra e violão, que ganham destaque, mas não apagam o groove do baixo e da bateria", descreve o músico.

Todas as faixas são assinadas pelos quatro integrantes da banda, formada, além do vocalista, por Felipe Balut (bateria), Daniel Morais (teclado) e Vinícius Ferreira (baixo). As letras têm o cotidiano, em suas diversas facetas, como inspiração maior. "O cotidiano está expresso em tudo que vivemos, e nossas músicas trazem o que pensamos sobre estes temas: relacionamentos, questões sociais, nossa vida na cidade e fora dela. Um bom exemplo disso é que parte das músicas foi composta em Taruaçu, no interior de Minas Gerais, e o contato com a natureza teve um forte apelo criativo para a gente", conta Dudu. Duas das canções trazem parcerias com outros músicos, "Molhada de mar (te esperando)" é coassinada por Lucas Lanna e "Alma", por Walter Willy. No palco, o Etcoetera tem, ainda, o apoio de Henrique Villela (guitarrista), Advar Medeiros (sax) e Rafael Souza (trompete).

Segundo o vocalista, a capa do disco, assinada pelo designer gráfico João Paulo Lopes, tem despertado a curiosidade do público, trazendo, entre outros elementos, um boi de chapéu, um gato preto, flores e um favo de mel, cercados por um céu estrelado. "Procuramos uma referência para cada música do disco, mas nem sempre elas são claras. Criamos o conceito e passamos para o João Paulo. Estamos ansiosos pelas interpretações que a imagem pode proporcionar junto ao público."

No show de lançamento de "Céu grande", além das autorais, entram também releituras de grandes nomes como O Rappa, Skank, Bob Marley, Cidade Negra, Lulu Santos e outros artistas ouvidos pelos músicos. "Nos shows ao vivo, costumamos fazer versões de outras bandas, mas a prioridade de gravação são as nossas criações, pelo menos no momento. Queremos gravar o máximo possível de autorais, para firmarmos nossa identidade", destaca Dudu.

Para ele, o maior desafio em lançar um trabalho autoral é conseguir fazer estas músicas circularem, barreira que a banda pretende transpor com muito trabalho e vontade de tomar a estrada. "Cada música requer um tipo de divulgação, e estamos dispostos a encontrar a melhor maneira de fazer isso com todas as nossas. Só o resultado desse trabalho poderá ditar nosso futuro, que pode estar fora de Juiz de Fora ou não, pode ser um novo disco, enfim, há muitas possibilidades", comenta Dudu.

Sobre o nome da banda, que costuma causar dúvidas quanto à pronúncia - mistério resolvido: fala-se como se escreve -, Dudu conta que veio da indecisão, somada a uma vontade de fazer algo diferente. "Primeiros optamos por 'et cetera', que significa 'tudo mais', 'e os demais' etc (risos). Mas a palavra está em diversas referências da cultura pop, então um amigo deu a ideia, e gostamos de Etcoetera, que é uma grafia também possível no latim. O significado ficou o mesmo e traduz a ideia de variedade de ritmos e influências que é a cara da banda, mas a pronúncia ficou diferente e desperta a curiosidade das pessoas", diz o vocalista.

ETCOETERA

Abertura com Soul Rueiro e fechamento com Feira Libre

Amanhã, a partir das 23h

Cultural

(Av Deusdedit Salgado 3955)

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