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19 de Janeiro de 2014 - 07:00

Rafael Apolinário se aventura na dramaturgia

Por MARISA LOURES

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O ator trabalha na criação de
O ator trabalha na criação de 'Estação dos passageiros invisíveis'

Desde que participou de uma oficina de teatro no bairro em que mora, o Linhares, Rafael Apolinário ingressou nas artes cênicas como ator. A aventura, sem volta, já faz dez anos. "Me inscrevi por interesse ocupacional e aceitei a jornada do teatro para a minha vida", reflete, aos 21 anos. Como estudante do sexto período de letras da Universidade Federal de Juiz de Fora, ele foi acometido pelo desejo de se arriscar através da palavra, entregando-se, também, à escrita. "Sempre me interessei por literatura. Se possível, passaria a vida inteira lendo", comenta, justificando a escolha do curso, talvez o responsável pelo despertar de seu lado autor.

Integrante da Companhia Teatrando, Apolinário foi colaborador do amigo Tiago Fontoura em "As sementes de aço", premiado, em 2013, como melhor texto de drama do Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete. A primeira obra, inteiramente dele, intitulada "Terra fértil para balões de ar", nasceu no último Cenas Curtas, promovido pela Funalfa. A esquete foi reapresentada na semana passada, na 13ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, realizada até 16 de fevereiro aqui na cidade. A história fala de uma atriz que decide fazer um teste para o papel de Medeia, mesmo tendo sido criticada por uma atuação anterior.

De acordo com Apolinário, a inspiração vem de "situações de humanidade crua, que nos provoquem sensações novas (boas ou ruins)." Sem saber, ao certo, se Plínio Marcos e Nelson Rodrigues (suas leituras atuais) estão atuando diretamente em sua dramaturgia, ele acredita ser o palco o melhor lugar para dizer o que pensa. "Gosto de falar de política, não a de partidos, a das relações humanas", explica o juiz-forano. Ele ainda será visto na campanha nos espetáculos "Dorian Gray" e "A vingança da bruxa." Para os próximos meses, trabalha na criação da peça "Estação dos passageiros invisíveis", com os amigos Priscilla Helena e Bruno Quiossa.

 

Livro

"Ficções", de Jorge Luis Borges

Apesar de bastante conhecido, acho uma dica essencial, principalmente para quem gosta das criações contemporâneas

 

Escritor

Plínio Marcos

Vale a pena relê-lo sem ver apenas o óbvio de sua obra: o contexto dos marginalizados

 

Filme

"12 anos de escravidão", de Steve McQueen

Geralmente os filmes que têm um fundo social acabam sendo extremamente didáticos. Já, nesse filme de Steve McQueen, não há esse extremo de didatismo e sim de arte

 

Cineasta

Quentin Tarantino

Consegue brincar com o cinema autoral e a cultura de massa, inclusive no seu último filme "Django livre". Mesmo com tanta influência da cultura de massa, trata também da questão do negro de forma potente

Programa de TV

"Sherlock", transmitido pela BBC HD

É a transposição do personagem Sherlock Holmes para a Inglaterra atual. Investigações inteligentes e empolgantes

 

CD

"De graça", de Marcelo Jeneci

Muito benfeito e um bom exemplo do que essa nova geração da MPB tem a dizer

 

 

DVD

O box "Que rei sou eu?", da Globo

Uma novela que parece livro, bem divertido de se ver. Fala da busca pelo filho bastardo e legítimo herdeiro do Rei Petrus II. Grandes atores em papéis românticos e cômicos

 

Site

literatortura.com

Costumo ler curiosidades de escritores e coisas menos profundas (não procuro outra coisa na internet), mas o site é ótimo, tem colunas de filosofia, cinema etc.

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