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23 de Março de 2014 - 06:00

A violoncelista Gretel Paganini esteve entre os músicos que integraram a banda do programa 'The voice Brasil'

Por MARISA LOURES Repórter

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A musicista Gretel Paganini faz parte da Orquestra Sinfônica da UFRJ
A musicista Gretel Paganini faz parte da Orquestra Sinfônica da UFRJ

"Família, gosto de infância, paz." As palavras resumem o sentimento de Gretel Paganini por Juiz de Fora, sua cidade natal. Aos 32 anos, a musicista conta que deixou o berço em que nasceu para estudar na Universidade do Rio de Janeiro (UniRio). O interesse pela arte começou cedo, com as bênçãos da família. "Meus pais sempre ouviram música, de Chico Buarque a clássicos. Sempre frequentei concertos. Aos 7 anos, pedi para aprender música, e meus pais me matricularam no conservatório Haydée França Americano e, posteriormente, fui estudar violoncelo na Escola Pró-Música, aos 11 anos", relata a integrante da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (OSUFRJ). Atualmente, ela cumpre temporada do espetáculo infantil "O minotauro" e se dedica ao show que percorrerá sete capitais brasileiras "Nívea viva o samba".

Quem assistiu ao "The voice Brasil", exibido recentemente pela Rede Globo, pode não ter visto, mas Gretel estava lá, ocupando uma das vagas da banda do programa. "Foi minha primeira experiência em programas de auditório. Tive a honra de trabalhar ao lado de Marcelo Sussekind, Lincoln Olivetti e Vinicius Rosa." Ela também já se apresentou com a cantora Ana Carolina e fez parte da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Seus mestres são Norma Parrot e Hugo Pilger. "Pretendo me reaproximar da academia", comenta Gretel, para quem a arte musical é assim explicada: "Em constante transformação", diz, demonstrando modéstia em sua caracterização. "Sou um ser humano normal, acordo, durmo, como, me divirto, sonho."

Ao ser indagada por uma frase para terminar a entrevista, recorre ao texto de Frei Betto. "Assumira a luta como arte. Interessava-lhe a política como meio de partilha do pão e da felicidade da vida. Sabia que, além da fome de pão, cruel, mas saciável, havia a fome de beleza, voraz e infindável. Estava trespassado pelo estigma dos que querem reinventar o mundo."

Livro

"Zorba, o grego", de Anthony Quinn

"Há em mim um diabo que grita, e eu faço o que ele diz. Cada vez que eu estou a ponto de sufocar, ele diz: Dança, e eu danço. E isso me alivia." Zorba é tudo o que eu queria ser, fascinante!

Filme

"Amarcord", de Federico Fellini

É a visão, através dos olhos do adolescente Titta, da ascensão do fascismo em pequenas comunidades italianas. Passeia entre a realidade e os sonhos e possui uma das mais belas trilhas sonoras do cinema

Vídeo na internet

"El perro y el monje", disponível no youtube

Para reflexão

Música

"Roda viva", de Chico Buarque

Classificada em terceiro lugar no III Festival de Música Popular Brasileira, em 1967. Poderia ouvir no "repeat" o resto da vida

Musicista

Jacqueline du Pré

Uma das mais inspiradoras violoncelistas da história. Morreu aos 42 anos vítima de esclerose múltipla

Escritor

Fernando Pessoa

Não há nada escrito por ele que eu não goste. "Não sou nada./Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./ À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

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