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04 de Maio de 2014 - 06:00

Rhuan Fernandes Gomes participa de projeto da UFJF que pesquisa a pintura brasileira no século XIX

Por MARISA LOURES

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No mestrado, Rhuan se debruça sobre a arte portuguesa do século XVI
No mestrado, Rhuan se debruça sobre a arte portuguesa do século XVI

Para Rhuan Fernandes Gomes, 24 anos,a relação com a arte não se restringe às pesquisas que desenvolve como aluno da pós-graduação em história da Universidade Federal de Juiz de Fora. "Tenho uma relação de amor com ela", conta ele, que, no mestrado, se debruça sobre a arte portuguesa do século XVI. "Tento entender como a pintura, por exemplo, é recebida e ressignificada pelo intelectual e o modo como este produz sua escrita, como conforma seu entendimento daquela expressão de outros tempos em seu contexto bastante específico", diz o juiz-forano, também membro do Laboratório de História da Arte da UFJF (Laha), cujo principal foco de estudos é a pintura brasileira do século XIX.

Em maio, já estão programados eventos, como minicurso e seminário aberto a toda comunidade local. Outras informações podem ser conferidas no perfil do centro de pesquisa no Facebook.

Focado no presente, Rhuan quer consolidar os projetos atuais, mas já planeja a realização de um doutorado e a ida para as salas de aula. "Vejo isso como um dever. Não uma obrigação. Sempre achei que a educação é o caminho para melhorar o mundo", diz, não titubeando ao destacar mais uma de suas paixões. "Se tivesse que mudar de profissão, me dedicaria à gastronomia. Gosto de todos os momentos, desde a escolha dos ingredientes, o preparo até o prato ser levado à mesa". O que consegue tirá-lo do sério são injustiça, preconceito e machismo. A diversão, encontra nas viagens que faz. "É uma forma de se conhecer e conhecer o outro. Mas nem sempre é possível, não é!? Entretanto existem outras maneiras de viajar! Os livros e as experiências na cozinha são minhas formas preferidas."

Livro

"Rua de mão única: Infância berlinense", de Walter Benjamin

Este livro é uma reunião de aforismos e fragmentos de textos deste intelectual, que harmoniza, com extrema facilidade, criatividade literária com profundas indagações filosóficas

Filme

"Azul é a cor mais quente", de Abdellatif Kechiche

É certamente um dos melhores filmes que vi nos últimos anos. Uma história de amor fascinante e captada de uma forma muito sensível

Documentário

"Educação.doc", de Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi

Documentário bastante recente, mas que considero até o momento obrigatório para todo cidadão brasileiro

Site

www.humansofnewyork.com

Projeto extremamente sensível que parece reinventar Debret. As fotografias dos milhares de habitantes de Nova York ganharam a internet e podem ser conferidas também no Facebook

Lugar em JF

Rua Bernardo Mascarenhas, Bairro Fábrica

Poderia facilmente citar o campus da UFJF, pelo qual sou apaixonado, mas a rua na qual cresci tem uma história fantástica e sempre consegue se reinventar

Escritor

António Tabucchi

Um dos grandes nomes da literatura europeia no século XX e apaixonado pela língua portuguesa. É um autor que todos deveriam conhecer, penso. Original, descomplicado e de uma criatividade intensa

Museu

Museu Ferroviário de Juiz de Fora

Não dispõe da tradição do Mariano Procópio, não dispõe da dinâmica e dos recursos do Mamm, é singelo, mas tem um acervo riquíssimo e precisa ser olhado com mais carinho pela nossa cidade

Historiador

Paul Ricoeur (1913 _ 2005)

Filósofo, mas dedicou parte importante de sua obra a indagações profundas sobre o tempo. Suas obras "Tempo e narrativa" e "Memória, a história e o esquecimento" são fundamentais

Obra de arte

"São Jerônimo", de Albrecht Dürer (Nuremberg, 1471-1528). Óleo sobre carvalho. 59,5x48,5cm. Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal

Obra de um dos maiores pintores e gravuristas de todos os tempos, retrata em posição contemplativa São Jerônimo, santo considerado patrono dos humanistas cristãos

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