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01 de Junho de 2014 - 06:00

Alice Sarmento compara cenário da música erudita do Brasil ao da Argentina

Por MARISA PESSÔA

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Alice é professora do Conservatório Estadual e doutoranda na Argentina
Alice é professora do Conservatório Estadual e doutoranda na Argentina

"A Argentina tem cultura musical ampla. Entretanto, o tango é seu grande atrativo turístico, como, no Brasil, para nossa felicidade, ainda é o bom e velho samba de letristas e compositores memoráveis. No quesito 'música erudita', ambos os países deixam a desejar", avalia Alice Sarmento, 30 anos, ao ser indagada sobre o cenário musical do país onde ela cursa o doutorado em humanidades e artes. Durante dois anos, a pianista cruzou a ponte aérea entre as duas nações, para cumprir os créditos obrigatórios do curso de pós-graduação. Agora, está na fase de pesquisa e escrita da tese. De acordo com ela, a mãe, Vanda Sarmento, e André Pires, ex-regente do Coral da UFJF e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, são seus mestres na arte musical. "Creio que já nascemos com o interesse pela música, mas, aos 5, 6 anos, ele foi desenvolvido por mamãe, que é quem me ensinou as primeiras notinhas no piano", conta Alice, celebrando o fato de poder viver, exclusivamente, da profissão que escolheu.

Segundo a musicista, nascida em Visconde do Rio Branco, para curtir os momentos de diversão, só mesmo dançar, ler poemas e prosas, jogar buraco e passear com seus cachorros. O gosto por esta última atividade, aliás, dá indícios do que mais a tira do sério: "Ver um animal sofrendo ou sendo maltratado". Ela diz que perfeccionismo é a palavra que melhor a define. Professora do Conservatório Estadual de Música Haidée França Americano, a pianista recorre ao escritor Paulo Renato Guérios, numa citação à relevante atuação de Heitor Villa-Lobos em iniciativas educacionais, para encerrar a entrevista. "Moldar a mentalidade infantil para cantar a grandeza da pátria e o trabalho de construí-la, eis uma justificativa oficial para seu projeto de educação musical."

Livro

"A Escola que não tive. O Professor que não fui", de Tiago Adão Lara

Denso, prazeroso, pulsante, instigante, preocupante. Todas as pessoas que se aventuram na arte de "ensinar" qualquer coisa devem ter, neste livro, leitura obrigatória: impressões pessoais, impressões gerais, crises existenciais, momentos de pura reflexão, lembranças de infância, busca de explicações intra-útero para o próprio conhecimento etc., etc. e etc.

Documentário

"Oceano sem fim"

Observar as condições dos animais tidos e havidos como "inferiores", além de entretenimento, representa um convite à reflexão sobre a "superioridade" dos "humanos", o denominado "homo sapiens sapiens" que, mesmo se sabendo criador e criatura, tem uma capacidade de destruição, em busca de poder e em razão de ambição que perturba qualquer consciência em ninho de paz.

DVD

"Nocturnes", de Chopin

Além de servir como material didático e pedagógico, me permite aperfeiçoar técnicas e viajar no universo deste grande compositor romântico

Música erudita

"Fantasia em dó menor", de Schubert

Fascinante, uma complexidade de intrigar, um prazer sem explicação

Filme

"Cartas para Deus", de David Nixon e Patrick Doughtie

A esperança e a fé de uma criança com câncer, que resolve escrever para Deus, e a sensibilidade do carteiro, que, sem condições de fazer a entrega ao destinatário, consegue, através de várias histórias, alcançar o objetivo da criança: falar com Deus.

Músicas popular

"A paz do meu amor", de Luiz Vieira

A tradução perfeita do amor pacificado

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