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08 de Junho de 2014 - 06:00

Bruno Quiossa se prepara para viajar com o espetáculo 'Estação dos passageiros invisíveis'

Por MARISA LOURES

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Bruno começou a fazer teatro aos 14 anos, por meio de um projeto social
Bruno começou a fazer teatro aos 14 anos, por meio de um projeto social

"Sou um cara ansioso, e uso essa ansiedade, na maioria das vezes, a meu favor e a transformo em determinação. Por ser ansioso, gero dentro de mim uma inquietação constante com meu estado de ser atual e por isso estou me reinventando, mudando e buscando meus objetivos", confidencia Bruno Quiossa, de 26 anos. Ao lado de Pri Helena e Rafael Coutinho, ele forma a INMundos Companhia Teatral. Desde a última sexta, os três dividem a cena no espetáculo "Estação dos passageiros invisíveis", em cartaz hoje e nos dias 13, 14 e 15, às 20h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. "O personagem nada mais é do que uma pessoa que perde tudo o que tinha e se apoia no crack para se refugiar. O 'Homem' é o retrato das vítimas do nosso sistema social", diz o ator juiz-forano. Viajar com a peça está na lista das prioridades. Depois de Juiz de Fora, eles seguem rumo ao Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni (Festto).

Bruno é aluno de um curso de especialização em artes cênicas, no Rio de Janeiro, e se enveredou pelo teatro aos 14 anos, por meio de um projeto social no Instituto Jesus, no Bairro Nossa Senhora de Lourdes. A paixão foi imediata. Logo passou a criar novas vidas no palco como integrante do Grupo Teatral Mendes Gutierrez, no qual ficou até 2013. "Primeiro tento entender o que a personagem é, qual sua função na trama e o contexto em que ela está inserida. Após esta etapa, busco me embasar em estudos, técnicas e processos laboratoriais que possam me auxiliar na concepção. Por fim, misturo tudo e vejo onde isso me toca, como me transforma como ser humano, e, a partir de então, tento levar isso para o espectador".

Livro

"A preparação do diretor", de Anne Bogart

Um livro esclarecedor, me identifiquei muito com as experiências da autora, que retrata o processo de criação teatral pelo diretor

Escritor

George Raymond Richard Martin

Ultimamente estou mergulhado na trama bem amarrada das "Crônicas de gelo e fogo". A complexidade com que descreve seus personagens e o desapego pelos mesmos me fascina.

Filme

"Cavalo de guerra", de Steven Spielberg

Um filme que mostra a todo momento a sensação de perda e que encontra no acaso um final maravilhoso

Dramaturgo

Plínio Marcos

Por retratar o que a maioria tenta esconder, os marginais

CD

"Zeca Baleiro - Perfil"

O inusitado nas letras de suas músicas me agrada

Teatro

"Nem mesmo todo o oceano", da Omondé Companhia de Teatro

A sensibilidade com que o espetáculo retrata a ditadura militar me fascina, o trabalho de direção, de atores e a iluminação são perfeitos

Espaço cultural

Memorial Minas Gerais Vale, da Vale do Rio Doce, em Belo Horizonte

Um espaço extremamente sensível, em que você se orgulha de ser das Minas Gerais

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