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20 de Abril de 2014 - 06:00

Benedita Jacarandá e Sabonete, do Trampulim, retornam à cidade para mais palhaçadas neste domingo

Por RENATA DELAGE

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Em "Manotas musicais", palhaços decidem ser músicos clássicos
Em "Manotas musicais", palhaços decidem ser músicos clássicos

O público juiz-forano e o grupo Trampulim, de Belo Horizonte, vêm estreitando seus laços. A relação, que começou a ser construída há pouco mais de dez anos, tem, a cada nova apresentação, evidenciado a sintonia entre a trupe e a plateia local, segundo a diretora Adriana Morales. "É uma relação muito especial. Nosso trabalho é reconhecido não só pelo público, mas pela organização dos eventos. Somos recebidos com muito carinho e espetáculos lotados", diz a intérprete da palhaça Benedita Jacarandá, que neste domingo, reencontra a plateia da cidade para arrancar mais risos no Teatro Solar.

O grupo reapresenta seu carro-chefe, "Manotas musicais", integrando a programação do projeto "Diversão em cena", promovido pela ArcelorMittal, com o apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Música, participação do público e, claro, muita palhaçada norteiam a aventura vivida por Benedita e Sabonete, interpretado por Tiago Mafra.

No espetáculo, fartos de serem somente palhaços, Benedita e Sabonete resolvem ser músicos clássicos. Para realizar seu grande concerto, convidam uma banda composta por três exímios paspalhos. Não satisfeitos com a confusão entre os músicos, os palhaços ainda resolvem ser maestros. A orquestra será formada pela plateia, que, durante o espetáculo, recebe tambores e participa ativamente do repertório, que passa por "O trem caipira", de Heitor Villa Lobos, e chega a músicas inventadas pela banda de palhaços.

A resposta sempre entusiasmada do público fez a trupe ficar "viciada" nesta interação entre palhaços e espectadores, ponto forte nos trabalhos do Trampulim, segundo Adriana. Completando 20 anos em 2014, o grupo foi se transformando ao longo de sua história, até decidir voltar seu foco ao gênero. "Evoluímos bastante na área nos últimos anos. Nossa concepção mudou muito a partir do contato com uma mestra canadense, Sue Morrison, que tem uma metodologia única em relação ao palhaço", avalia.

Por quase um ano, os integrantes moraram no Canadá, onde puderam se reciclar e redirecionar suas energias. "Há um outro viés do palhaço hoje, que busca um mergulho na essência do ser, quase uma terapia." As oficinas ministradas pela trupe - que conta com dez integrantes -, muito procuradas no país, também puderam evoluir e amadurecer, segundo avaliação da diretora.

O ano de 2014 traz mais um marco para a trajetória do grupo. Está sendo construída a sede própria do Trampulim. "Estamos realizando um sonho. Nosso espaço está localizado em uma região que está recebendo vários grupos artísticos. Fica um pouco mais afastada de BH, mais próxima a Nova Lima, um local cercado de verde, onde a gente encontra um sossego bem gostoso", compartilha Adriana.

Na última semana, o Trampulim esteve em Juiz de Fora para participar do I Festival de Circo da cidade, na UFJF. O evento levou ao campus, em quatro dias de atrações gratuitas, cerca de nove mil pessoas, contando com sessões lotadas.

"Em alguns festivais, temos a impressão de que querem apenas cumprir a programação, esquecendo do cuidado com o artista. Totalmente oposto ao que aconteceu em Juiz de Fora. Fomos recebidos por uma equipe muito humana, na qual todo mundo colocava a mão na massa, esforçando-se para fazer o melhor", avalia. O encontro e a troca de ideias entre artistas de lugares e focos diferentes são outros dos pontos positivos possibilitados por eventos como esse, na opinião de Adriana.

Como em todos os festivais - sobretudo quando se trata de uma primeira edição -, é preciso levantar, segundo a diretora, os aspectos positivos e negativos. "A organização deu azar de os servidores da universidade estarem em greve, o que fez com que tivessem de estar preparados para arcar com alguns furos. Mas quando a relação entre todos que participam do evento é bacana, os problemas logo são deixados de lado."

Em uma das apresentações do grupo, houve atraso de cerca de uma hora para o seu início, que só aconteceu por volta das 22h. "Foi uma surpresa muito grande ver todas aquelas crianças - e também adultos - com uma carinha tão boa, prontas para participar da 'sessão coruja' com tanta vontade. Alguns deles ficaram desde a sessão da tarde para participar. Foi muito especial. É esse retorno que faz nosso trabalho valer a pena."

MANOTAS MUSICAIS

Hoje, às 16h

Teatro Solar

(Av. Itamar Franco 2.104 - São Mateus)

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