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13 de Março de 2014 - 06:00

Cia. Sesc de Dança traz espetáculo de estreia a Juiz de Fora

Por RENATA DELAGE

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Jovem corpo de dança apresentará coreografias clássica e contemporânea
Jovem corpo de dança apresentará coreografias clássica e contemporânea

A Cia. Sesc de Dança se apresenta pela primeira vez em Juiz de Fora hoje, às 20h, levando ao palco do Cine-Theatro Central espetáculo gratuito. O público poderá assistir a um repertório diversificado, composto por dança contemporânea e balé clássico. Integram o programa da noite as coreografias "São como palavras", criada por Henrique Rodovalho, e "Oblivion", de Astor Piazzola, montada por Cassilene Abranches, bem como suíte de "La bayadère", de Marius Petipa. A troca de ingressos por 1kg de alimento não perecível começará duas horas antes do evento, na portaria do teatro.

A conjugação de estilos é o principal lema da jovem companhia, que iniciou seus trabalhos em novembro de 2012 e realizou seu espetáculo de estreia em agosto do último ano, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte. "Nossa missão é democratizar o acesso à dança, buscando dialogar com o maior e mais diverso público possível", destaca a gerente da companhia, Maria Elisa Medeiros. "São como palavras" - que conta com música de Magaret Dygas, Marcel Fengler e Scanner - foi criada especialmente por Rodovalho para a companhia do Sesc. O coreógrafo e bailarino brasileiro buscou valorizar as potencialidades de cada dançarino, sempre orientado pela movimentação que identifica o seu trabalho.

O encontro proporcionado pelo movimento de cada artista atua como palavras que ajudam a construir o texto coreográfico. Rodovalho é conhecido por seus projetos com a Quasar Companhia de Dança, a qual fundou em 1988 com Vera Bicalho. Desenvolveu projetos para grupos nacionais e internacionais, dentre eles, os balés da Cidade de São Paulo e Teatro Guaíra.

A coreógrafa Cassilene Abranches se apropriou da melodia do clássico "Oblivion", de Piazzolla - interpretado por Celio Balona, Eliseu Barros, Cristiano Caldas e Milton Ramos - para encaixar o estilo contemporâneo ao tango argentino.

Já o clássico "La bayadère" ("A dançarina do templo") é um balé originalmente coreografado pelo francês Marius Petipa, apresentado em quatro atos pelo Ballet Imperial da Rússia, em 1877, na cidade de São Petersburgo. Musicado por Ludwig Minkus, o balé tem sua história ligada à Índia Antiga. Dois jovens apaixonados, seguidores das tradições indianas, juram fidelidade e amor eterno diante do fogo sagrado, acreditando em sua futura felicidade. Entretanto, intrigas e traição, marcam seu destino, provocando a morte da linda bayadère e expondo aqueles envolvidos ao julgamento dos deuses.

O balé russo é considerado um dos mais difíceis dos grandes clássicos de repertório, pela exigência e precisão de seu estilo totalmente acadêmico, o que confere às companhias que o executam uma marca de capacidade técnica. "A busca pela excelência técnica se dá em todos os estilos. Mas em balés de repertório, como esse, além da técnica apurada, é necessária a carga artística, já que é uma narrativa", observa Maria Elisa. Na remontagem da Cia. Sesc de Dança, assinada por Carla Michelle Coelho, será apresentado somente o primeiro ato da obra.

A apresentação única na cidade dá continuidade à turnê pelo estado, que tem como objetivo levar dança e cultura a diversas partes do interior de Minas Gerais. Em fevereiro, o corpo artístico se apresentou em Uberaba e Uberlândia. Além disso, integram o projeto oficinas de dança - que foram ministradas ontem na cidade, por Renata Araújo e Daphne Chequer - e apresentações educativas para alunos de escolas públicas. "A apresentação é mais condensada, e distribuímos cartilhas para que o professor possa estender a atividade à sala de aula. De maneira lúdica, queremos trabalhar para a formação de público", diz.

 

Desafios por toda parte

Vinte e dois bailarinos, de diferentes estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, integram a companhia. A seleção, segundo Maria Elisa, foi um desafio. "O corpo foi sendo montado em audições, principalmente, ao longo do último ano. É um desafio encontrar bailarinos que possam transitar por essa versatilidade de estilos."

Em seu primeiro ano de atuação, a Cia. Sesc de Dança foi convidada para participar de duas óperas encenadas no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, "Fedra e Hipólito" e "Um baile de máscaras". O contato com diferentes públicos é, agora, o desafio diário com o qual o grupo deve lidar. "A companhia surgiu preenchendo uma lacuna de demanda artística diferenciada, não só em BH, mas no estado, já que é bastante difícil encontrar um corpo jovem que se dedique a estilos diferentes."

Em 2014, a companhia dará continuidade ao trabalho de levar ao público a leveza do balé clássico e a inovação da dança contemporânea, realizando mais apresentações pelo interior de Minas. "Nos próximos espetáculos, continuaremos seguindo essa linha, contando com o trabalho de coreógrafos diferentes, o que é sempre mais um desafio aos bailarinos, que precisam da flexibilidade para se adaptar a novas propostas." Já está agendado para setembro, em Belo Horizonte, o novo trabalho da companhia, que terá coreografias clássica, de Cassilene Abranches, e neoclássica, de Ricardo Scheir.

 

CIA. SESC DE DANÇA

Apresentação hoje, às 20h, no Cine-Theatro Central (3215-1400)

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