No primeiro dia de greve dos bancários, 31 agências de Juiz de Fora amanheceram de portas fechadas, entre bancos públicos e privados. Na cidade, todas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estão paralisadas, além de três agências do Bradesco, duas do Itaú e uma do Santander. Cerca de 450 funcionários estão de braços cruzados. Na região, que compreende 22 cidades, 35 agências estão fechadas, além de 40% dos 1.800 bancários terem aderido à greve por tempo indeterminado, conforme índice apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata (Sintraf-JF). Durante a manhã desta terça-feira (27), bancários se reuniram na Rua Halfeld e realizaram um protesto em apoio aos trabalhadores dos bancos privados.
"Uma vez a greve deflagrada, faremos assembleias e avaliações diárias, a fim de convencer mais bancários para a causa. Não há data da próxima negociação com a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos]", disse o presidente do Sintraf, Robson Marques. Na cidade, as duas maiores agências do Banco do Brasil (na Rua Halfeld) e da Caixa (na Avenida Rio Branco) totalizam cerca de 300 bancários parados.
Exigências
Na última negociação, realizada no dia 20, a Fenaban apresentou um reajuste salarial de 7,8%, contra os 12,8% que os bancários definiram. A Fenaban também propôs 90% do salário mais R$ 1.100,80 fixos, com teto de R$ 7.181, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A classe quer três salários mais R$ 4.500 fixos na PLR. Além disso, os bancários também desejam a ampliação do piso da categoria de R$ 1.250 para R$ 2.297,51, conforme foi projetado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O reajuste discutido pelos bancários representa um ganho real de 5%. Esses valores propostos representam 0,37% de ganho, segundo informa o Sintraf.
Em caráter social, os bancários também pedem o aumento do horário de atendimento dos bancos, das 9h às 17h, com a abertura de dois turnos de trabalho. Outro ponto debatido é a eliminação dos correspondentes bancários e o aumento das agências, o que, segundo os bancários, iria garantir mais segurança para a população e trabalhadores.



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