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27 de Setembro de 2011 - 12:46

Todas as agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica estão de portas fechadas; assembleias diárias irão decidir rumos da greve

Por Pablo Cordeiro

Classe realizou manifestação no Centro
Classe realizou manifestação no Centro

No primeiro dia de greve dos bancários, 31 agências de Juiz de Fora amanheceram de portas fechadas, entre bancos públicos e privados. Na cidade, todas as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estão paralisadas, além de três agências do Bradesco, duas do Itaú e uma do Santander. Cerca de 450 funcionários estão de braços cruzados. Na região, que compreende 22 cidades, 35 agências estão fechadas, além de 40% dos 1.800 bancários terem aderido à greve por tempo indeterminado, conforme índice apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata (Sintraf-JF). Durante a manhã desta terça-feira (27), bancários se reuniram na Rua Halfeld e realizaram um protesto em apoio aos trabalhadores dos bancos privados.

"Uma vez a greve deflagrada, faremos assembleias e avaliações diárias, a fim de convencer mais bancários para a causa. Não há data da próxima negociação com a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos]", disse o presidente do Sintraf, Robson Marques. Na cidade, as duas maiores agências do Banco do Brasil (na Rua Halfeld) e da Caixa (na Avenida Rio Branco) totalizam cerca de 300 bancários parados.

Exigências

Na última negociação, realizada no dia 20, a Fenaban apresentou um reajuste salarial de 7,8%, contra os 12,8% que os bancários definiram. A Fenaban também propôs 90% do salário mais R$ 1.100,80 fixos, com teto de R$ 7.181, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A classe quer três salários mais R$ 4.500 fixos na PLR. Além disso, os bancários também desejam a ampliação do piso da categoria de R$ 1.250 para R$ 2.297,51, conforme foi projetado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O reajuste discutido pelos bancários representa um ganho real de 5%. Esses valores propostos representam 0,37% de ganho, segundo informa o Sintraf.

Em caráter social, os bancários também pedem o aumento do horário de atendimento dos bancos, das 9h às 17h, com a abertura de dois turnos de trabalho. Outro ponto debatido é a eliminação dos correspondentes bancários e o aumento das agências, o que, segundo os bancários, iria garantir mais segurança para a população e trabalhadores.

 

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