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16 de Janeiro de 2014 - 07:00

Arquivo do UAI de JF soma mais de R$ 100 mil em documentação não resgatada

Por Gracielle Nocelli

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Gerente da UAI, Andréa Deotti diz que os documentos não resgatados ocupam muito espaço
Gerente da UAI, Andréa Deotti diz que os documentos não resgatados ocupam muito espaço

A Unidade de Atendimento Integrado (UAI) de Juiz de Fora fechou o ano de 2013 com cerca de cinco mil documentos que foram emitidos e não foram resgatados pelos titulares, dentre carteiras de identidade, trabalho, habilitação, passaportes e certificados de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV). Parte destes, por ter perdido a validade, teve que ser descartada pelo órgão. Considerando apenas as despesas para emissão, o número de registros arquivados corresponde a R$ 116.854,70 que foram gastos pelos cidadãos. Além da despesa, os prejuízos para quem não resgata a documentação vão desde a impossibilidade de conseguir uma vaga de emprego no mercado formal até a apreensão do veículo por falta de registro.

A gerente da UAI, Andréa Deotti, diz que há documentos que estão armazenados no local desde 2011. "Realizamos campanhas para relembrar o cidadão que o documento está pronto e convidá-lo a vir buscar, mas não tem sido suficiente. Isto é prejudicial para a pessoa e também para nós, pois precisamos ter um local específico para arquivar esta documentação." O maior volume de registros é referente à Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). "No total, são 2.020 guardadas em nosso arquivo."

Andréa explica que, embora não haja nenhum tipo de cobrança para emissão da CTPS, não resgatá-la significa grande prejuízo ao cidadão. "Para fazer a carteira, a pessoa gasta apenas com a foto e o deslocamento para vir até a nossa unidade. Mas não buscá-la implica em consequências bem maiores, pois uma vez emitida não se pode fazer outro documento em nenhum local do país. Sendo assim, a pessoa fica impossibilitada de ser contratada para uma vaga de emprego, por exemplo." Segundo ela, há casos de pessoas que mudaram de cidade e tiveram que entrar em contato com a unidade para fazer o resgate. "É um trabalho muito maior, com custo maior e que não sabemos se a entrega acontecerá a tempo. É uma situação complicada e que pode ser evitada."

Ela destaca que outro grande problema é com relação ao CRLV . A ausência do documento pode implicar em multas e apreensão do veículo. "O motorista não pode estar com o registro desatualizado. Fechamos o ano de 2013 com 1.800 certificados parados na unidade, que, agora, por terem perdido a validade, foram devolvidos ao Departamento de Trânsito (Detran) para serem descartados." Em valores, a perda representa mais de R$ 36 mil.

Já no caso do passaporte, o cancelamento ocorre se ele não for retirado em um prazo de 90 dias. "Trata-se de um documento caro. Hoje a pessoa gasta R$ 156, 07 para emiti-lo." Segundo Andréa, 250 passaportes aguardam seus donos na UAI.

Na avaliação da gerente da unidade, as pessoas deixam de buscar o documento porque não precisam dele no momento. "O curioso é que muitas chegam na unidade pedindo urgência pelo documento, e nós trabalhamos para antecipar os prazos de entrega, mas depois elas não retornam." A emissão da carteira de trabalho é feita num período de 15 dias, a identidade em cinco dias e o passaporte em sete. Já a habilitação e o CRLV dependem dos prazos do Detran. Ela informa que os documentos arquivados, com exceção do CRLV e dos passaportes que tiveram prazo expirado, estão disponíveis para entrega. A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, no estacionamento do Independência Shopping.

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