Publicidade

01 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Agência Brasil

Compartilhar
 
Em 2013, tomate foi um dos vilões para consumidor
Em 2013, tomate foi um dos vilões para consumidor

Rio de Janeiro (ABr) - Responsável por boa parte da inflação do ano, o grupo alimentação subiu 9,28% em 2013 no fechamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para 2014, o item continuará pressionando a inflação, mas em uma escala menor do que em 2013.

O IPC mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre um e 33 salários mínimos mensais. Além da alimentação, há sete classes de despesa no IPC: habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação. Segundo o economista do Ibre, André Braz, a alimentação, medida dentro e fora de casa, foi uma das despesas que mais contribuíram para a inflação de 2013. "Só os alimentos consumidos em residência, comprados em supermercados, subiram 8,8% de janeiro a dezembro de 2013: alta acima da inflação média apurada pelo próprio indicador, que avançou 5,48%", disse.

Segundo ele, o impacto é maior para as famílias de baixa renda, que "gastam cerca de 30% do orçamento familiar na compra de alimentos", observou. Braz informou que há duas categorias de alimentos: as que, mesmo sem subir fortemente, têm peso grande no orçamento familiar e as que, embora tenham subido bastante, têm peso pequeno no orçamento familiar.

Vários produtos da cesta básica registraram avanços significativos em 2013. Dois produtos, que fazem parte da dieta do brasileiro, registraram elevação significativa: o leite tipo longa vida, que acumulou alta de 21% em 2013, e o pão francês, que subiu 14,5%, ambos pelo IPC da FGV. Para Braz, porém, o vilão em grande parte do ano foi o tomate, que teve alta de 18%. "Nada desprezível", completou.

O economista disse que a alta dos alimentos poderia ter sido maior se não fosse o comportamento de outros itens que registraram queda. "Entre os mais importantes estão o óleo de soja, com queda de 19%, o açúcar refinado, com baixa de 15%, o café, com queda de 6% e o feijão carioca com queda de 12%. Também na lista dos alimentos em queda há o arroz e o feijão, itens importantes na dieta do brasileiro.

 

Novas altas

O ano de 2014 começa com a previsão de alta nos produtos in natura como hortaliças, legumes e frutas. Nesta época do ano, a chuva e o calor interferem na produção e os preços sobem. "Essa variabilidade de clima no verão prejudica muito a oferta desses alimentos e, por consequência, passamos um período de aumento de preços. Isso deve vigorar de janeiro a março. Já os outros alimentos, como arroz, feijão e carne não têm previsão de que continuem subindo de preço. É provável que haja um alento ali", analisou.

A previsão é que, durante o ano, a oferta de alimentos seja mais regular do que em 2013 e, dessa forma, o aumento dos preços dos alimentos em 2014 pode ser menor do que o registrado este ano, apesar de ainda causar impacto na inflação. "Ainda assim a gente acredita que o item alimentação vai continuar respondendo por parte da inflação, mas há uma expectativa de uma variação mais baixa do que a acumulada em 2013", destacou.

Por causa dessas variações, o economista orientou o consumidor para sempre aproveitar as oportunidades que o mercado oferece. Como existe muita concorrência no setor, o varejo sempre promove promoções. Braz deu ainda outras dicas para o consumidor gastar menos. "O consumidor pode evitar grandes compras do mês, privilegiando as compras semanais justamente para ter tempo de comparar preços e aproveitar as unidades em promoção, e trocar as marcas líderes por marcas que estão entrando no mercado e guardam qualidade".

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você tem percebido impacto positivo das operações policiais nas ruas da cidade?