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17 de Outubro de 2011 - 13:13

Comando de greve e Fenaban fecharam acordo na última sexta (14); sindicato local avalia que proposta poderia ter sido melhor

Por Pablo Cordeiro

Paralisação já dura 20 dias na cidade
Paralisação já dura 20 dias na cidade

A greve dos bancários que completa nesta segunda-feira (17) 20 dias em Juiz de Fora poderá ter seu fim definido hoje. Os bancários da cidade e região se reúnem em assembleia na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona da Mata (Sintraf-JF), às 18h, para decidir se aceitam a proposta da Federação Brasileira de Bancos (Fenaban), acordada junto ao comando de greve na última sexta-feira (14). Caso a categoria aprove a proposta, a greve chega ao fim, e os bancários retornam ao trabalho na manhã da próxima terça-feira (18). Atualmente, segundo informações do Sintraf-JF, todas as 29 agências bancárias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica estão paralisadas na cidade.

O acordo entre as partes resultou em um reajuste salarial de 9% a partir de 1º de setembro de 2011, assegurando um ganho real de 1,5%, retroativos a 1º de setembro. Inicialmente, a classe almejava um aumento real de 5%. O piso da categoria terá reajuste de 12%, passando de R$ 1.250 para R$ 1.400, para a função de escriturário. Esse aumento representa um ganho real de 4%, conforme estima o sindicato. "Acreditamos que poderia ter avançado mais, pela lucratividade dos bancos, mas não é de todo ruim. Conseguimos um avanço no ganho real", destaca o presidente do Sintraf-JF, Robson Marques.

Em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o bancário irá receber 90% do salário mais uma parcela fixa de R$ 1.400, somada a 2% do lucro anual do banco, distribuído de forma linear. Caso esse montante não atinja 5% do lucro total, os bancos devem redistribuir o restante em parcela adicional de até 2,2 salários, conforme explica Marques. Anteriormente, essa parcela fixa era de R$ 1.100. Segundo a Fenaban, os outros benefícios ficam reajustados da seguinte forma: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal é de R$ 284,85 por filho de até 6 anos. Outro avanço nas negociações foi o fim da divulgação do ranking de metas individuais, o que, segundo Marques, influencia na pressão sofrida pelos funcionários.

 

 

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