Após 21 dias de braços cruzados, os bancários de Juiz de Fora decidiram, por unanimidade, encerrar a greve e retornar às agências hoje. A decisão aconteceu ontem à noite, em assembleia da categoria, e segue indicativo do Comando Nacional dos Bancários. Os dias de paralisação não serão descontados, mas deverão ser compensados até 15 de dezembro. A exemplo dos anos anteriores, o possível saldo após esse período será anistiado.
A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na sexta-feira, aceita pelos bancários, inclui reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), aumento do piso para R$ 1.400 (4,3% de ganho real) e melhoria na participação nos lucros e resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (alta de 16,7%). A proposta inclui, ainda, cláusula que proíbe o transporte de dinheiro por bancários e o fim da divulgação de ranking de desempenho dos funcionários.
Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta atende as principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. "A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados", avaliou o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.



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