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22 de Janeiro de 2014 - 07:00

Com saldo negativo em dezembro, cidade fecha o ano de 2013 com 2.210 novos postos de trabalho. O desempenho é o pior desde 2003.

Por Gracielle Nocelli

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Juiz de Fora fechou dezembro de 2013 com saldo negativo de 466 vagas, diferença entre as 4.659 admissões ante as 5.125 demissões realizadas no mês, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgados nesta terça-feira (21). No decorrer de todo o ano passado, a cidade criou 2.210 novos empregos. O número representa queda de 67% em comparação com 2012, quando o saldo ficou positivo em 6.685, e é o pior registro dos últimos dez anos. Na série histórica do Caged, o resultado supera apenas o de 2003, quando foram criados 851 postos de trabalho.(ver quadro).

Na avaliação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, os números refletem o cenário econômico nacional e o andamento de ações locais. "Não foi um ano bom, houve queda na geração de empregos do país e do estado. A cidade está inserida neste contexto e, também, tem as suas próprias características. Em 2013, tivemos uma desaceleração nos resultados dos investimentos."

O secretário destaca que entre 2010 e 2012, Juiz de Fora viveu uma alta na criação de empregos por conta da instalação de novas empresas na cidade. "O setor de serviços gerou muitas oportunidades naquele período", relembra. De acordo com Zuchi, os investimentos previstos para o ano passado sofreram readequação. "Todos eles estão em andamento, mas irão trazer resultados para este ano e o próximo." Como exemplo, ele cita a concretização dos projetos da Mercedes-Benz, CBU e Brafer. "Ainda teremos a inauguração do Shopping Jardim Norte e do Parque Tecnológico que irão trazer muitos empregos para a cidade."

Setores

Em dezembro, apenas o comércio conseguiu manter o número de admissões superior ao de demissões na cidade, contabilizando 452 vagas. Os demais setores ficaram negativos, tendo construção civil (-422), indústria (-380) e serviços (-83) os piores registros. Já no acumulado do ano, o melhor desempenho foi do setor de serviços, responsável pela criação de 1.592 postos de trabalho, seguido de comércio (869) e indústria (360). A construção civil teve saldo negativo de 490 vagas.

No país

O Brasil também registrou queda na criação de empregos formais em 2013. Ao longo de todo o ano, o país gerou 1,11 milhão de oportunidades, registro 14% menor do que o verificado em 2012 (1,3 milhão). O resultado foi o segundo pior da série histórica, atrás apenas de 2003, quando foram criados 821 mil vagas. O saldo nacional de dezembro foi positivo em 449.444.

Em Minas Gerais, o saldo de dezembro foi negativo em 50.702 oportunidades. No acumulado do ano, o estado criou 88.484 postos de trabalho, queda de 39,2% em relação ao ano de 2012, quando foram gerados 145.636 empregos formais.

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