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06 de Junho de 2014 - 07:00

"Pró-Cotista" exige três anos de contribuição ao FGTS, somando, no mínimo, 10% do valor do imóvel

Por Tribuna

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Os interessados em adquirir a casa própria contam com mais uma linha de financiamento que libera recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Desde maio, a Caixa Econômica Federal reabriu o "Programa especial de crédito habitacional ao cotista do FGTS " (Pró-Cotista), destinado aos trabalhadores com carteira assinada que tenham conta no fundo há três anos, consecutivos ou não. Por meio dele é possível financiar 85% da compra de um imóvel novo, de terreno e construção de moradia ou edificação em terreno próprio, e 80% da compra de imóvel usado. O limite do valor da aquisição deve ser de R$ 750 mil, o número de parcelas varia de 60 a 360 (30 anos), e a taxa de juros é a partir de 7,85%.

Para ter acesso ao pró-cotista, não é necessária comprovação de renda. "O programa exige apenas que o cliente seja cotista do FGTS e não tenha casa própria na cidade, já que o financiamento é exclusivo para imóveis com caráter de moradia", explica o gerente regional plataforma da construção civil, Fábio Solano. Também é necessário ter, no FGTS, saldo equivalente a, no mínimo, 10% do valor do imóvel. Fábio informa que quem já tem a casa própria pode adquirir um segundo imóvel caso tenha que residir em outro município a trabalho, por exemplo.

Para solicitar o financiamento, o interessado deve fazer a simulação no site da Caixa (www.caixa.gov.br) para saber qual é o valor que irá precisar. Em seguida deve apresentar a documentação necessária em uma das agências bancárias para aprovação do crédito.

Juiz de Fora

A procura dos juiz-foranos pelo programa já começou. Em menos de um mês de reabertura do Pró-Cotista, seis pessoas já optaram pelo financiamento. "A curto prazo estamos vendo clientes que fariam uma linha de crédito migrarem para o programa em virtude dos juros mais baixos e valor mais alto dos imóveis", afirma Solano. "Acredito que, em médio prazo, teremos um crescimento desta movimentação e aquecimento do mercado imobiliário."

O gerente de atendimento Esly Kelmer destaca que o grande diferencial do programa é aumentar a oferta para os consumidores. "O cliente que antes financiaria um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, agora terá a chance de comprar um de até R$ 750 mil." Ele analisa que, no momento em que o país vive a expansão da chamada Classe C, o programa torna-se uma alternativa interessante, especialmente para este público.

No país

A carteira de crédito imobiliário no Brasil deve atingir R$ 125,6 bilhões este ano, crescimento de 15% em relação a 2013, conforme projeções da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgadas nesta quinta pela Agência Estado. A expectativa é que a baixa taxa de desemprego, os ganhos reais na renda e o fomento do crédito por parte dos bancos sustentem o avanço num período em que atividade econômica está mais fraca e o endividamento das famílias é alto.

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