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15 de Janeiro de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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Movimento em lojas especializadas começa a aumentar para o carnaval
Movimento em lojas especializadas começa a aumentar para o carnaval

A menos de um mês para o carnaval, o comércio de artigos especializados já está aquecido diante da demanda das escolas de samba e dos foliões da cidade e da região. Além do aumento das vendas, a festa também representa oportunidade de empregos. De acordo com a Liga das Escolas de Samba (Liesjuf), cerca de mil vagas temporárias deverão ser criadas nos barracões das escolas da cidade. Segundo a Liesjuf, carpinteiros, serralheiros, costureiras e auxiliares de costura são os mais procurados. "As contratações começam em agosto e vão até fevereiro", afirma o presidente da instituição, Paulo Roberto Mancini.

Na Unidos do Ladeira foram gerados 110 empregos indiretos e 58 diretos. Segundo o presidente da agremiação, Marcos Valério Mendes, para manter os quatro barracões da atual campeã do carnaval de Juiz de Fora já foram gastos aproximadamente R$ 93 mil. "A Prefeitura dá um crédito de R$ 54 mil para cada escola. Só com os funcionários temporários nós devemos gastar R$ 83 mil", revela. Para os "funcionários do samba", mais do que renda extra, o trabalho é uma forma de fazer parte da festa. "Amo carnaval e gosto muito de costurar. Dá muito prazer ver as fantasias prontas", diz a costureira do Turunas do Riachuelo, Ivanir de Deus .

Segundo os lojistas especializados, a data do início da festa e as eleições municipais estão tendo reflexos no comércio. "Este ano, a carta de crédito garantiu o antecipação das compras de algumas escolas de samba de Juiz de Fora. Com as eleições, as agremiações das cidades vizinhas só estão comprando agora. Acredito que, até fevereiro, o crescimento será de 50% se comparado a 2012", explica a proprietária da loja de tecidos Casa Chic, Mounira Haddad Rahme. Nas cidades sem a possibilidades do crédito a prazo, a compra acabou ficando para última hora. "A troca de gestão atrasou nosso trabalho. Assim que saiu o resultado das urnas, procuramos o prefeito eleito, que garantiu a verba, porém ela só foi disponibilizada agora", revela o carnavalesco da Portela de Cataguases, Ricardo Paiva.

Cláudia Moisés, gerente da Casa Combate, também confia no aumento do movimento. "Nossa expectativa é de vendas até 30% maiores em relação ao ano passado", diz. Já o proprietário do armarinho "O Pirralho", Leonardo Sysneiras, vê a data da festa como fator de diminuição das vendas. "Quando o Carnaval acontece no começo de fevereiro é ruim. Fica muito perto do início do ano letivo, o que acaba diminuindo um pouco a comemoração nas escolas e as vendas", explica. Em sua loja, as apostas do ano estão nas máscaras de políticos, como a da presidente Dilma e a do ministro Joaquim Barbosa e as fantasias do Homem-Aranha, "o campeão de vendas com as crianças".

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