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04 de Abril de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou o recebimento da proposta de revisão tarifária do serviço de distribuição de energia prestado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). No documento, a Cemig solicita reajuste de 29,74% nas tarifas. Por meio de sua assessoria, a Aneel disse que o índice ainda não está definido, mas explicou que o pedido faz parte do processo que regulamenta o cálculo anual do reajuste, considerando a inflação nos últimos 12 meses, os custos para compra e transporte de energia e pagamentos de encargos do setor. O reajuste oficial previsto pela Aneel será divulgado na próxima segunda-feira, após a assembleia ordinária da entidade.

Nos últimos anos, a Aneel autorizou reajustes menores que o proposto pela companhia. Em 2013, o aumento foi de 11,23%. Procurada pela Tribuna, a assessoria de comunicação da Cemig, em Juiz de Fora, informou que não irá se pronunciar sobre o pedido.

Membro das comissões de Defesa do Consumidor e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o deputado federal Weliton Prado (PT/MG) confirmou à Tribuna que estará presente na reunião da Aneel na próxima segunda-feira, na capital. "Vou contrapor os índices pedidos pela Cemig, que são abusivos. O reajuste é necessário, mas não precisa ser tão alto. O grande problema é que a carga tributária recai para as classe menos favorecidas, que arcam os os mesmos custos de pessoas com melhor condição financeira", comentou.

Segundo o parlamentar, a justificativa para o reajuste de quase 30% dada pela Cemig está relacionada ao aporte financeiro feito pelo Governo e o empréstimo solicitado aos bancos para a utilização das usinas termoelétricas. "Segundo a Cemig, a compensação deste aumento será diluída ao consumidor nos próximos cinco anos."

 

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