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09 de Janeiro de 2013 - 20:10

Juiz-forano pagou R$ 245,22 pelos alimentos em dezembro passado, alta de 10,5%. Inflação no período foi de 5%

Por Fabíola Costa

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A cesta básica juiz-forana subiu 10,5% no ano passado, o dobro do acumulado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de 2012, que ficou em 5%, impactado exatamente pelo grupo alimentação. A alta no município, apurada pela Tribuna, tem por base a comparação das últimas pesquisas da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) de 2012 e 2011. No ano retrasado, o juiz-forano pagava R$ 221,98 pelos alimentos. No ano passado, o custo subiu para R$ 245,22. Para especialistas, a tendência para 2013 é de estabilidade, embora o pouco tempo para recuperação da produção afetada traga a ameaça de aumento do grupo, mesmo em patamares menores ante os de 2012 .

Dentre os 13 itens que compõem a cesta, nove apresentaram alta. A batata inglesa foi a recordista e mais que dobrou de preço (104%) - ver quadro. O feijão preto ficou em segundo lugar (53,6%), e o tomate ocupou a terceira posição no ranking, com alta de 33,5%. O tradicional arroz não ficou de fora, quarto lugar na lista, com aumento de 32,2% no período. Na cesta juiz-forana, houve queda em apenas quatro itens: açúcar cristal (-8,75%), carne de segunda (-7,6%), banana prata (-3,99%) e leite tipo C (-1,18%).

O Departamento de Informação e Promoção Rural da SAA fez um comparativo do custo da cesta básica em Juiz de Fora, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Conforme o coordenador de pesquisas da secretaria, Júlio Alvarenga, adotou-se a média no ano, de janeiro a dezembro. O valor apurado na cidade foi de R$ 227,05, em torno de 18% a menos ante a cesta carioca (R$ 276,20) e a da capital mineira (R$ 276,45). Na comparação com o valor de 2011 no município (R$ 204,31), o aumento chega a 11%.

Para Alvarenga, o comportamento do preços de produtos, como batata inglesa e tomate, é muito variável e impacta diretamente o custo da cesta. Sobre a batata, ele cita o impacto da queda no plantio no Sul do estado, reduzindo a oferta na cidade. Outros alimentos foram impactados pela falta ou pelo excesso de chuva, explica. A expectativa para 2013 é de estabilização dos preços, em função da alta expressiva verificada em 2012.

Na CeasaMinas, a avaliação é que os hortigranjeiros ficaram, em média, 8,3% mais caros no ano passado. Os legumes, como a moranga híbrida e a batata, puxaram a majoração. Estes alimentos tiveram maior procura por outros estados, reduzindo a oferta no mercado interno, explica o chefe da Seção de Informação de Mercado da CeasaMinas, Ricardo Martins.

Segundo Martins, 2012 foi marcado por muitas chuvas no início do ano, inverno rigoroso e estiagem prolongada, comprometendo a oferta de alguns alimentos, os mesmos que impactaram o comportamento do grupo, como tomate, cebola, cenoura e moranga. "Esperamos que, este ano, a situação esteja um pouco mais calma." Na sua opinião, é cedo para avaliar como será o comportamento dos preços dos alimentos, mas "a situação não é das melhores". Martins argumenta que não houve tempo para recuperação da produção afetada no ano passado, podendo provocar reflexos na oferta deste ano.

 

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