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10 de Junho de 2014 - 07:00

Conforme Sinteac-JF, empresa contabiliza redução de 300 postos de trabalho em dois meses

Por Tribuna

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Noventa e oito funcionários da Conservadora Juiz de Fora (CJF), empresa que atua no segmento de conservação, limpeza e vigilância, perderam o emprego após o encerramento do contrato da prestadora de serviços com a Arcelor Mittal. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana local (Sinteac-JF), este é o quarto contrato que a conservadora rescinde desde abril deste ano. De lá para cá, teriam sido contabilizadas 300 demissões. O número subiria para quase 600 quando analisado o intervalo de um ano, período em que a empresa teria começado a enfrentar problemas financeiros.

Na última sexta-feira, 6 de junho, representantes do sindicato, da Arcelor e da CJF se reuniram no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para definir a situação dos profissionais demitidos. Segundo o chefe do Setor de Relações do Trabalho do órgão, Sérgio Nagasawa, a siderúrgica irá efetuar o pagamento direto aos funcionários. "Houve um acordo entre a partes de que em vez da empresa repassar os valores para a terceirizada, ela pagará aos trabalhadores." Ele diz que, desde o ano passado, os problemas trabalhistas envolvendo a CJF têm sido recorrentes. "Primeiro foram problemas com o setor de vigilância, agora com o de limpeza. A conservadora alega dificuldades financeiras."

O gerente de Recursos Humanos e Qualidade da Arcelor, Ricardo Schmidt, explica que a concordância entre as partes permitiu a alternativa da efetuar o pagamento direto aos funcionários da conservadora mediante o bloqueio das faturas de serviços já prestados pela terceirizada. "De posse da anuência junto ao sindicato e a CJF, a Arcelor, enquanto tomadora do serviço, irá efetuar o pagamento de salário referente ao mês de maio e verbas rescisórias."

Schmidt afirma que parte dos funcionários demitidos será absorvida pela nova empresa contratada para prestar serviços à Arcelor. "Fizemos uma nova concorrência, na qual a CJF não foi a vencedora, mas a nova empresa irá integrar parte do quadro de trabalhadores." Todos os 98 empregados atuavam no setor de conservação e limpeza da siderúrgica.

Novas demissões

O presidente do Sinteac-JF, Sérgio Félix, lamentou a situação vivida pela CJF. "É uma empresa tradicional, com 50 anos de atuação na cidade, que nunca tinha enfrentado problemas trabalhistas." Segundo ele, desde o ano passado que a situação foi modificada. "Desde junho de 2013, a conservadora parou de depositar o valor referente ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários. Esse ano, a situação piorou com o atraso de salários e benefícios."

Diante das rescisões de contratos da CJF, que teriam acarretado em cerca de 600 demissões no último ano, Félix acredita que a conservadora caminha para encerrar as atividades e, portanto, a expectativa é que novas demissões aconteçam. "A empresa está lutando para cumprir os compromissos com os trabalhadores, mas alega problemas de fluxo de caixa. Hoje ela possui apenas dois contratos, que devem ser rompidos em breve. " Reconhecendo que a "situação é delicada", ele destaca a perda para a economia de Juiz de Fora. "A cidade perde porque a empresa era uma referência do segmento e pela redução de tantos postos de trabalho."

A Tribuna tentou contato com a CJF, mas não conseguiu atendimento em nenhum dos telefones disponíveis.

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