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29 de Janeiro de 2013 - 07:00

Alta prevista pelo Banco Central impactaria preço médio praticado nas bombas de JF, hoje de R$ 2,87

Por Tribuna

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O preço da gasolina em Juiz de Fora pode chegar a R$ 3,01 o litro, caso o reajuste de 5% apontado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), na última quinta-feira (24), seja repassado ao consumidor. O percentual de aumento é mais baixo do que as projeções anunciadas anteriormente por Petrobras (9,8%) e Ministério da Fazenda (7%), que elevariam o valor do combustível na cidade para R$ 3,15 e R$ 3,07 o litro, respectivamente. A previsão é de que o Governo aplique o reajuste a partir de abril. Apesar de esperada, a alta não é vista com bons olhos por consumidores e pelo próprio setor, que teme a retração das vendas. As projeções consideram o preço médio do combustível de R$ 2,87, de acordo com a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) na cidade, divulgada no sábado.

Os dados mostram ainda que menor preço praticado nos postos de Juiz de Fora em janeiro foi de R$ 2,86, e R$ 2,96, o maior. Na comparação com janeiro do ano passado, quando o valor médio era de R$ 2,75 o litro, houve aumento de 4,1% (R$ 0,12). De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Alberto Jacometti, desde o final do ano passado o setor convivia com a possibilidade da gasolina ultrapassar a casa dos R$ 3 na cidade.

"Era uma hipótese, por conta da lei da oferta e procura, mas que não se concretizou", relembra. Para ele, ainda é cedo para afirmar que o aumento estimado pelo Copom será repassado na totalidade para o consumidor. "Se isso acontecer, não será bom para as vendas, que sempre diminuem quando os preços sobem." A expectativa, segundo Jacometti, é que a medida estudada pela ANP de aumentar o percentual de etanol utilizado na mistura da gasolina, de 20% para 25% seja suficiente para conter os preços.

Para os consumidores, o valor é considerado caro. "Outro reajuste irá pesar no orçamento", analisa o servidor público Hernanes Moraes, 47 anos. Ele conta que gasta cerca de R$ 200 com abastecimento todo mês. "É um valor alto", diz. A opinião é compartilhada pela representante comercial Jomila Almeida, 32 anos. "Trabalho viajando e gasto muito com combustível. Toda semana coloco R$ 150 de gasolina", afirma.

Etanol

Apesar da estimativa de aumento não atingir o valor do etanol, o combustível continua não sendo vantajoso para os consumidores há dois anos. Neste mês de janeiro, o valor médio cobrado nos postos de Juiz de Fora foi de R$ 2,21 o litro, conforme dados da ANP, o que representa 77% do atual preço da gasolina. A relação desejável entre os valores é de, no máximo, 70% para que seja vantajoso ao bolso do consumidor.

Segundo gerentes de postos de combustível ouvidos pela Tribuna, o etanol deixou de ser competitivo no início de 2011 e, desde então, não recuperou espaço no mercado. Dados do Minaspetro informam que ele não representa nem 10% das vendas de combustível da cidade. Procurada pela Tribuna, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) afirmou, por meio de sua assessoria, que a situação do etanol é recorrente na maior parte do país. "O que prejudicou foi o congelamento dos preços da gasolina. Atualmente, apenas algumas cidades de São Paulo, Goiás e Mato Grosso mantêm o etanol a um valor competitivo no mercado."

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