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27 de Dezembro de 2013 - 07:00

Expectativa é de que trocas e compras para a virada do ano mantenham ritmo aquecido nos próximos dias

Por Tribuna

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A corrida às compras verificada quatro dias antes do Natal, especialmente entre sábado e segunda-feira, reverteu o cenário de cautela predominante entre os lojistas e resultou em alta de 6,38% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (26) pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juiz de Fora. A perspectiva inicial do órgão era de aumento entre 6% e 8%. No Independência Shopping, apesar de o balanço não estar fechado, a avaliação é que a meta de 10% de incremento será atingida este ano. O movimento de troca de presentes e de compras para a virada do ano, iniciado nesta quinta, também deve contribuir para fazer de dezembro um bom mês para o comércio juiz-forano.

Conforme o superintendente do Independência Shopping, Fábio Oliveira Neto, este foi o melhor Natal desde a inauguração do empreendimento na cidade, há cinco anos. Segundo ele, o balanço oficial está previsto para 6 de janeiro. Nesta quinta, em conversa com os lojistas, a avaliação era de que o Natal, que parecia ficar "um pouco abaixo do esperado", apresentou recuperação a partir de sábado. Conforme Fábio, houve antecipação das compras, mas o maior volume ficou concentrado esta semana. A informação é que o fluxo de pessoas, estimado em 500 mil por mês, cresceu de 25% a 30%. Para o superintendente, nos últimos dias do ano, o movimento de trocas, preparação para o Reveillon e visitantes deve manter o ritmo de vendas.

Segundo o presidente da CDL/JF, Vandir Domingos, apesar da expectativa para o Natal não muito otimista, as vendas surpreenderam, com o aumento de 6,38% na cidade. A avaliação é que o setor de vestuário se manteve na preferência de compras. "As lojas ainda estão fechando seus balanços, e o resultado final pode melhorar ainda mais com o período de trocas", aposta.

 

Contramão

No país, balanço divulgado pela Serasa aponta que as vendas natalinas subiram 2,7% entre os dias 18 e 24 deste mês ante igual período de 2012. Esse foi o desempenho mais fraco desde 2003, quando o levantamento do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio teve início. No fim de semana anterior ao Natal, entre os dias 20 e 22, as vendas avançaram 2,1% em relação a período correspondente do ano passado.

De acordo com economistas da Serasa Experian, o fraco resultado das vendas este ano pode ser atribuído a aumento dos juros de financiamentos ao consumidor, gerado pelo movimento de elevação da Selic adotado pelo Banco Central desde abril. A redução da confiança das famílias na economia e o nível de endividamento dos consumidores também colaboraram para este cenário, considera o órgão.

Em relação aos shoppings centeres, o movimento nacional cresceu 5% ante 2012, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). O percentual é próximo ao alcançado em 2012, de 6%. A pesquisa, porém, atribuiu o avanço de 2013 ao crescimento do número de lojas e não ao aumento no volume das vendas. Considerando o mesmo número de lojas do ano anterior, este foi o pior Natal em cinco anos, analisa o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

 

 

Procon espera aumento de queixas

O Procon espera aumento de queixas em função do período de trocas que teve início nesta quinta. "Historicamente, nesse período de início de janeiro, há aumento de demanda do consumidor por conta da troca de produtos com defeito", diz o superintendente do órgão, Nilson Ferreira Neto. A recomendação é que o cliente procure o fornecedor para sanar o vício o quanto antes. A dica vale, inclusive, para quem não comprou o produto, mas o recebeu de presente. "Mesmo sem nota fiscal, ele (o presenteado) é consumidor e tem direito de reivindicar a reparação."

Conforme Nilson, o fornecedor tem o prazo máximo de 30 dias para resolver o problema em caso de defeito. Caso o prazo não seja cumprido, o consumidor pode optar pela substituição por um produto novo ou a restituição do valor pago. Se o cliente não conseguir equacionar a situação junto ao lojista, deve formalizar queixa no órgão de defesa do consumidor. A recomendação do superintendente é também acionar o Procon caso não consiga efetuar trocas acordadas com o lojista, relacionadas a cor, modelo e tamanho, mesmo sem defeito. Em ambos os casos, será buscada uma solução amigável, que pode evoluir para processo administrativo e aplicação de multa, de acordo com o caso.

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