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24 de Dezembro de 2013 - 17:00

Três em cada dez juiz-foranos deixaram para escolher presente na véspera, e lojistas esperam alta de 6% nas vendas

Por Fabíola Costa e Bárbara Riolino

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Centro da cidade também ficou cheio por causa das compras de última hora
Centro da cidade também ficou cheio por causa das compras de última hora

   Três em cada dez juiz-foranos mantiveram a tradição e deixaram as compras de Natal para a última hora. O tempo ajudou, a chuva deu uma trégua durante a manhã, e os "atrasadinhos" foram às ruas liquidar a lista de presentes e garantir a ceia da noite. O movimento dos últimos quatro dias, especialmente nesta terça-feira (24), injetou ânimo nos lojistas, que se queixaram de procura fraca ao longo do mês. A expectativa do comércio é fechar a data com alta em torno de 6% nas vendas ante o mesmo período do ano passado. Só no Independência Shopping esperava-se 25 mil clientes hoje. 

  A técnica de análises clínicas Cristiane Moraes Ferreira, 36 anos, postergou todas as compras para hoje. Com uma lista de cinco pessoas a serem presenteadas, Cristiane enfrentou lojas cheias e fila nos caixas, mas não deixou de pesquisar preços. "Estou por conta", disse, aproveitando que a maioria das lojas fica aberta até as 18h na terça-feira. Apesar de ter iniciado a saga há cerca de um mês, a falta de dois presentes levou o fotógrafo Jurandi Gonçalves Simões, 69, às ruas hoje. Ele encontrou lojas cheias e reclamou da falta de alguns produtos mais disputados, especialmente brinquedos e chocolates.
  No Independência Shopping, o movimento na véspera chegou a 40 mil pessoas. Oito mil veículos passaram pelo estacionamento. Segundo o superintendente Fábio Neto, a procura de última hora alavancou as vendas e deixou os lojistas mais otimistas em relação à data. "Percebemos que, mesmo adiantando as compras, muitos deixaram para adquirir os últimos presentes hoje." Para o superintendente, no entanto, o perfil das vendas do dia 24 se enquadra nas compras rápidas. "As pessoas chegam e compram, não ficam analisando, passeando ou utilizando a praça de alimentação. Muitos ainda vão viajar ou querem chegar mais cedo em casa." No Santa Cruz Shopping, o movimento também foi intenso durante toda a manhã.
  A pedagoga Rafaela Savino, 39, recorreu ao shopping. "Por conta do trabalho e estudo, não tive tempo de ir às ruas e pesquisar. Até fui ao Centro, mas não achei o que gostaria."  Também aproveitando a folga, o militar Vinícius Pereira, 32, reservou a manhã para levar para casa presentes para filho e sobrinho. "Achei melhor este horário para não enfrentar muita fila."
  "Por mais que tentem se programar, não tem jeito. As pessoas deixam as compras para a última hora. Vai vender muito, com ou sem chuva", aposta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Vandir Domingos.  Para Vandir, o crescimento pode superar a meta inicial de 6%, chegando a 8%. O presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, identificou aquecimento entre sábado e segunda-feira. Para ele, o Natal deste ano deve apresentar crescimento de 4% a 6% ante o que passou. 
  Segundo a gerente da Ri Happy, Camila Santiago, na segunda-feira, as vendas cresceram 30% ante o ano anterior. Alguns brinquedos chegaram a faltar no estoque. "O movimento melhorou nos últimos dias." Na World Tennis, o gerente Guilherme Mendonça percebeu incremento desde o último fim de semana. "Começamos dezembro bem fraco. Temos esperanças de recuperar as vendas, inclusive depois do Natal."
  Para o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, deixar as compras natalinas para a última hora não é uma boa opção para quem pretendia gastar menos. "Quanto mais perto do Natal, mais caros os presentes ficam. Se o consumidor deixa para comprar em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços e, consequentemente, desembolsa mais, sem mencionar o risco de não encontrar o produto desejado." Conforme avaliação do órgão, o juiz-forano não difere do consumidor no restante do país. A uma semana para a data, 16,5 milhões de brasileiros não haviam feito as compras para o Natal. 
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