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24 de Abril de 2014 - 07:00

Valorização do dólar e falha na estratégia de venda chinesa podem dar alento este ano ao setor

Por Nathani Paiva

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Mesmo enfrentando a forte concorrência dos produtos da China no mercado brasileiro, empresários do setor de confecção de Juiz de Fora esperam crescimento nas vendas, para este ano, de 6% a 7%. Um dos fatores que impulsionam esse avanço é o relativo aumento do dólar frente ao real, apurado desde o segundo semestre do ano passado - apesar de ter perdido força entre março e abril, a moeda acumulou alta de 15,11% em 2013. Outra causa seria a demora do país asiático para fazer a entrega dos produtos aos comerciantes.

As empresas de vestuário da cidade não possuem tradição em exportar, mas são afetadas diretamente pela produção chinesa. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora, Antônio Nogueira, a carga tributária brasileira e as obrigações trabalhistas tornam a concorrência mais difícil. "O produto asiático entrou no Brasil de uma forma brusca. Agora, está havendo um balanço, pois os comerciantes estão incomodados pelo fato de demorarem seis meses para fazer a entrega às grandes magazines. Se os líderes voltarem a comprar 50% no mercado interno, o crescimento vai ser maior ainda", explicou

Nogueira afirmou que 2013 foi considerado um ano difícil para o setor de vestuário e que fabricantes de cuecas da cidade foram obrigados a fechar suas portas."Tivemos uma reunião em Belo Horizonte. Na ocasião, os empresários disseram que não está sendo interessante comprar fora do país".

 

Cenário nacional

Apesar de, ao longo dos últimos 12 meses, o dólar ter se valorizado frente ao real, e com isso ter dificultado as importações, o presidente do Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora, Tadeu Monteiro de Barros, ressaltou que está apreensivo com o atual momento econômico nacional. Segundo ele, a demanda está fraca, o crédito caro, e o custo logístico, muito alto."Somado a tudo isso, tivemos fortes aumentos nas matérias primas, nos insumos e nos fretes, elevando os custos de produção. Como não conseguimos repassar tudo para os nossos clientes, estamos trabalhando com uma margem de lucro muito apertada, o que pode vir a comprometer investimentos e crescimento do setor.

Segundo Tadeu, o início do ano é o melhor momento para vender em função da sazonalidade: o inverno é a estação em que a indústria mais lucra. Por isso, nesses períodos, é necessário que a produção acelere. Em relação a um possível crescimento nos negócios durante a Copa do Mundo, o presidente do Sindicato afirmou que o mês de junho será uma incógnita para as indústrias. "Pode ser uma época boa se aumentar a demanda, mas o problema é que teremos que diminuir a produção por causa da transmissão dos jogos. Dessa forma, ainda não poderemos dimensionar as perdas ou ganhos durante esse período", finalizou.

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