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09 de Janeiro de 2014 - 07:00

Foram recebidas 282 reclamações somente nos cinco dias de funcionamento do órgão este ano

Por Fabíola Costa

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Só ontem, até as 16h30, mais de 80 pessoas haviam procurado o órgão na Câmara Municipal
Só ontem, até as 16h30, mais de 80 pessoas haviam procurado o órgão na Câmara Municipal

A corrida às compras verificada no final do ano já começa a se refletir em aumento da procura nos órgãos de defesa do consumidor. Só no Serviço de Defesa do Consumidor (Sedecon) da Câmara Municipal de Juiz de Fora foram recebidas 282 reclamações nos cinco dias de funcionamento este ano (dias 2, 3, 6, 7 e 8). O número é 37% maior do que o total de queixas formalizadas em todo o mês de janeiro de 2013 (206). Só ontem, até as 16h30, mais de 80 pessoas haviam procurado o órgão.

O coordenador do Sedecon, Carlos Alberto Gasparete, destaca o fato de mais da metade (57%) ou 161 reclamações estarem relacionadas à recompra de dívida. Para Gasparete, mediante o "superendividamento" dos consumidores, quem precisa de dinheiro e já possui empréstimo contraído, com frequência, procura outra instituição para "vender a dívida" e obter nova linha de crédito. Na transação, existe a emissão de boleto bancário, que possibilita o resgate do dinheiro contratado, o principal alvo de reivindicação no órgão. "Com a prática, o consumidor volta a dever e nunca sai desse ciclo vicioso." O coordenador comenta que já chegou a atender juiz-forano com oito boletos a pagar.

Na avaliação de Gasparete, os gastos excessivos no final do ano e a falta de recursos para arcar com as despesas típicas do início de 2014, como IPTU, IPVA, material e matrícula escolares, têm levado os consumidores a essa atitude desesperada. Outro motivo frequente de reclamação tem sido a dificuldade com a troca de produtos adquiridos com defeito. "A média de reclamações está subindo de forma assustadora", preocupa-se.

Endividamento

Antes dos gastos com Natal e Réveillon, mais da metade das famílias brasileiras (53,8%) estavam com algum tipo de dívida em dezembro. O número representa alta de 7,5% em relação ao endividamento verificado em dezembro do ano anterior, conforme Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio/SP).

"O consumidor ainda apresenta dificuldades em equilibrar seu orçamento familiar. Com isso, as famílias buscam novas formas de financiamento para manter o padrão de consumo, elevando o comprometimento da renda com dívidas, em um nível maior do que o apresentado no ano anterior", afirma a Fecomércio/SP por nota. Na lista dos tipos de dívida, a maioria (73,9%) tem contas de cartão de crédito em atraso. Os débitos com financiamento de carro representam 16,4%, crédito pessoal (10,7%), financiamento de casa (8,9%) e cheque especial (6,4%).

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