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19 de Dezembro de 2013 - 07:00

Troca de produtos típicos por itens mais baratos e pesquisa de preços são aliados para economizar neste Natal

Por Bárbara Riolino

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Nutricionista Alessandra Cupertino salienta que chester é opção mais barata do que o peru
Nutricionista Alessandra Cupertino salienta que chester é opção mais barata do que o peru

Uma infinidade de produtos a preços que variam até 250% entre os estabelecimentos, segundo o levantamento "Disque Natal" realizado pela Prefeitura, está à disposição do juiz-forano nos supermercados e casas especializadas para a ceia de Natal. A poucos dias da data e do pagamento da segunda parcela do 13° salário - que deve injetar, aproximadamente, R$ 136 milhões na cidade -, o consumidor deve aliar a escolha do cardápio e uma boa pesquisa de preços para garantir uma ceia que caiba no bolso.

A pedido da Tribuna, a nutricionista Alessandra Cupertino elaborou três exemplos de cardápios envolvendo alimentos típicos do Natal, considerando maneiras simples de servi-los. Utilizando de quantidades de consumo padrão em cada guarnição, o custo médio por pessoa varia de R$ 17,40 a R$ 32,10 - uma diferença de 84,5%. "Vale ressaltar que cada família possui diferentes hábitos e é preciso respeitar seus valores culturais. É importante dispor de um tempo para verificar as diferenças de preço e evitar deixar para a véspera, pois tudo fica ainda mais caro." A nutricionista lembra que as quantidades são baseadas no consumo médio de cada pessoa, podendo variar para mais ou para menos. A escolha do local de compras também pode alterar os valores para mais ou para menos, já que a cotação foi feita com base no preço médio praticado na cidade.

Para o primeiro cardápio, Alessandra sugere arroz branco acompanhado de farofa com ovos e azeitona verde e macarronese, incrementada com uva passa ou ameixa. A opção de carne é a ave, que pode ser frango ou chester. Na sobremesa, panetone, pudim de leite condensado e frutas da estação, como pêssego, uvas e manga ubá. Segundo o levantamento do "Disque Natal" mais recente, de 12 de dezembro, as frutas citadas apresentaram, respectivamente, média de preços de R$ 5,64, R$ 8,94 (uva itália) e R$ 9,99 (uva rubi) e R$ 2,49 (ubá) e R$ 3,19 (manga hadden) o quilo. A variação nos sete estabelecimentos verificados pela pesquisa foi de 74,62%, 62,81% (uva itália) e 150,67% (uva rubi) e 53,67% a manga hadden. A manga ubá não registrou variação no preço. Já o frango, na modalidade defumado, o valor médio encontrado foi de R$ 32,59 o quilo. O quilo do chester era comercializado por valores entre R$ 12,98 e R$ 11,58. Para estes itens, o custo por pessoa sai a R$ 9,40. Considerando as bebidas (refrigerante e vinho branco ou tinto nacional), são acrescidos R$ 8, que resulta no total de R$ 17,40 por pessoa.

No segundo cardápio, o arroz é incrementado com passas, tender e milho verde, acompanhado por farofa de biscoito com ovos e azeitona verde e salpicão. As opções de carne são duas: peru ou pernil, também assados. Dentre estes itens, o tender, o peru e o pernil apresentaram, respectivamente, preço médio de R$ 29,32, R$ 11,74 e R$ 10,99 o quilo. Mantendo as sobremesas e as bebidas, o custo final ficou em R$ 22,90 por pessoa.

O terceiro e último cardápio contempla as famílias que não abrem mão do bacalhau. Na proposta da nutricionista ele é preparado ao forno com azeitona preta, batata, ovos e azeite de oliva, acompanhado pelo arroz branco e salada de folhas com alface, tomate cereja, palmito e damasco. Este último item, na semana passada, apresentou a maior variação de preços entre os supermercados juiz-foranos: 250%. O bacalhau é encontrado nos estabelecimentos da cidade por R$ 49,40 (porto) e R$ 32,42 (saith), em média. Entre as sobremesas, houve a troca do pudim de leite condensado pelo pudim de nozes. Mantendo a mesma escolha de bebidas e optando pelo bacalhau saith, o valor deste jantar, por pessoa, é de R$ 32,10.

 

Orçamento

Antes de ir ao supermercado, o consumidor deve levar em conta a quantia que pretende gastar. O consultor financeiro Luciano Costa ressalta que é preciso realizar um planejamento com base na conjuntura de cada um. "Quem não contraiu dívidas e comprou presentes e lembrancinhas à vista, pode dispor de até 50% da segunda parcela do 13º para comprar a ceia, deixando a outra parte para os gastos de começo de ano, como impostos e compra de material escolar. Para quem fez uso do crédito para as compras, o ideal é não gastar mais do que 30%", orienta.

A presidente da Associação das Donas de Casa de Juiz de Fora, Léa Ganini Costa, sugere organizar uma lista de compras para iniciar a cotação de preços e, a partir disso, identificar quais produtos podem ser substituídos. "A ideia é priorizar alimentos naturais e pratos menos elaborados, mas sem deixar de lado a decoração de cada um deles. Aproveitar as frutas da estação também é uma ótima opção. É preciso simplicidade para não começar o ano novo no vermelho." Outra dica de Léa é não deixar as compras para a última hora. "O quanto antes melhor e, se possível, faça as compras pela manhã. É o melhor horário para se encontrar produtos frescos e organizados nas gôndolas."

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