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21 de Janeiro de 2014 - 07:00

Desempenho só não foi pior do que o verificado em 2011

Por Fabíola Costa

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A balança comercial de Juiz de Fora fechou o ano com déficit aproximado de US$ 800 milhões, o segundo maior da série histórica iniciada em 2000. O desempenho só não foi pior do que o verificado em 2011. Naquele ano, a diferença entre as exportações e as importações chegou a US$ 841 milhões na cidade. Em Minas, a balança totalizou US$ 21,093 bilhões, queda de 0,47% ante 2012 (US$ 21,194 bilhões).

Conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o déficit verificado em 2013 é 3,5% maior do que o apurado em 2012, que foi de US$ 772,5 bilhões no município. O balanço do ano apontou, ainda, que as exportações, que somaram US$ 64,6 milhões no ano, foram 38,55% menores ante as de 2012. No caso das importações, no valor de US$ 864,8 milhões, também houve queda, mesmo em menor percentual: 1,46%. No estado, as exportações chegaram a US$ 33,4 bilhões, alta de 0,57% ante o ano anterior. As importações, no total de US$ 12 bilhões, representam alta de 2,40% na mesma base de comparação.

Em Juiz de Fora, os produtos industrializados respondem pela maior parte (85,8%) da exportação no ano, grupo formado por semifaturados e manufaturados. Nas importações, a participação foi ainda maior e chegou a 88%. Os principais países destino para as exportações foram Peru (19,58%), Estados Unidos (14,49%), Argentina (10,58%), Espanha (10,41%) e Bolívia (10,11%). Nas importações, a Argentina lidera o ranking com participação de 47,65%, seguida por Alemanha (27,78%), Peru (11,83%) e Estados Unidos (5,96%).

Para a analista de Comércio Exterior da Fiemg Regional Zona da Mata, Maria Fernanda Quirino, é uma característica de Juiz de Fora importar mais do que exportar. O déficit teria sido agravado pela retração da demanda externa em função da crise mundial, alimentada pela insegurança em relação ao cenário econômico norte-americano. Além da queda da demanda global, a variação do dólar, especialmente no segundo semestre, também foi citada. A analista exemplifica, por exemplo, o dólar a R$ 2,45 em agosto e a queda para R$ 2,15 em novembro. A oscilação, na sua opinião, cria insegurança para os exportadores, que não sabem se o câmbio a receber será o mesmo da época da contratação. A expectativa, segundo Maria Fernanda, é pela estabilidade da moeda norte-americana este ano, que poderia favorecer tanto as importações quanto as exportações inclusive na cidade.

Para o economista Antônio Flávio Luca do Nascimento, a participação de Juiz de Fora em apenas 0,19% dos valores da exportação mineira no ano reflete uma falta de cultura exportadora no país, que afeta "verticalmente" a cidade. O economista já esperava aumento do déficit em função da crise europeia e dos preços praticados pelos chineses no mercado. Na sua opinião, os resultados de 2013 foram "tímidos". Antônio Flávio destaca o desaquecimento do consumo e a baixa capacidade de investimento governamental, que afetaram o país e, por consequência, o mercado juiz-forano. Este ano, o economista avalia que há sinais de recuperação, embora as apostas de possível reversão do quadro estejam concentradas em 2015.

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