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12 de Março de 2014 - 06:00

Estudo da FJP mostra aumento de 0,5% do PIB estadual em 2013. No país, crescimento foi de 2,3%

Por Tribuna

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 0,5% em 2013 ante 2012, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgado nesta terça-feira (11). O resultado é inferior ao crescimento de 2,3% registrado pelo país no mesmo período. A retração do setor industrial, sobretudo dos segmentos de energia, extrativa mineral e transformação, é apontada como principal fator para o desempenho do PIB estadual no ano passado.

Afirmando que foi um ano difícil para a economia mineira, o diretor do Centro de Estatística e Informações da FJP, Frederico Poley, relembra o momento vivido pela indústria, que apresentou queda de 1,8% em 2013. "A geração de energia hidroelétrica esteve muito comprometida no primeiro semestre, quando os reservatórios estavam em baixa e foi necessário acionar as termelétricas. A indústria de transformação também sofreu retração na produção de veículos, o que afetou diretamente a nossa economia." O especialista destaca, ainda, a queda no desempenho do segmento de extrativa mineral, que chegou a 6,1% de acordo com o estudo da FJP.

Em comparação com o resultado nacional, Poley explica que o cenário da indústria afetou todo o país, mas a economia brasileira garantiu o bom desempenho a partir do fortalecimento de outros setores. "No ano passado houve produção recorde de grãos das regiões Sul e Centro Oeste." Em menor escala, a agropecuária mineira também apresentou bons resultados. "O comportamento da safra de café foi surpreendente, contribuindo para que o PIB agropecuário de Minas encerrasse o ano com resultado positivo." O setor fechou 2013 com alta de 4,9%.

 

Acumulado

No acumulado dos últimos quatro anos (2010-2013), a economia mineira cresceu 15,3%, índice superior ao nacional de 14,2%. "É um resultado muito satisfatório, pois mostra a recuperação após o período de recessão da economia vivido em 2009", analisa Poley.

Para a presidente da FJP, Marilena Chaves, a indústria teve papel de destaque no balanço do período. "Esta diferença entre as taxas de Minas Gerais e Brasil foi favoravelmente influenciada pelo desempenho da extração mineral e da transformação em 2010, recuperando as grandes perdas de 2009." Poley avalia que a atuação positiva teve continuidade no ano seguinte. "Em 2011, por exemplo, a indústria extrativa mineral e a de transformação representavam, respectivamente, 8% e 15,3% do valor adicionado total da economia mineira. No Brasil, o peso para as mesmas atividades foi de, respectivamente, 4,1% e 14,6%."

Os dados da Fundação João Pinheiro são preliminares e estão sujeitos a alteração.

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